sexta-feira, 9 de julho de 2010

ENEM - Atenção!!!

Galera, fiquem atentos para as inscrições do ENEM. Elas foram prolongadas, porque a data inicial estipulada para se encerrarem as inscrições eram hoje (9 de julho). Entretanto, essa tada foi prorrogada até o dia 16 de julho, a próxima sexta feira. O valor da inscrição é de R$ 35,00 a serem pagos em boleto bancário.

Talvez alguns alunos se sintam desestimulados a fazerem, pela notícia de que o ENEM não vai valer para a FUVESTe nem para a UNICAMP. Mas ainda assim é bom se inscrever, para efeito de experiência em provas do gênero. E além disso, a notícia de que não influenciará na FUVEST e na UNICAMP não foi confirmada com certeza. Portanto, o meu conselho é de que vocês se inscrevam.

Bom estudo e abraço a todos!

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Abraços!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

COPA DO MUNDO - A grande final!

A quase um mês atrás, dia 11 de junho, iniciava-se a disputa pela realização de um sonho que era dividido por 32 times. Por 32 nações! Estava aberta a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

No decorrer do campeonato, tivemos algumas surpresas. Favoritas como Itália e França foram eliminadas na primeira fase. Vimos na primeira fase também o sofrimento dos anfitriões, que foram desclassificados. Assistimos a euforia de seleções como Japão, Gana, México e Uruguai se sobressaírem ao futebol europeu, e garantirem vaga na fase eliminatória. Foi aí também, que acompanhamos a ascensão de seleções que após um desempenho mais que satisfatório, solidificou seu nome no grupo dos "favoritos". A Argentina de Maradona, foi considerada por muitos a campeã. Que erro terrível! Mal sabiam que a Argentina era tão vulnerável quanto qualquer outra seleção de porte menor. A Holanda, que "honrava" o continente europeu, venceu todas as suas partidas e se classificou com 9 pontos incontestáveis. A Fúria, a Espanha, assustou no começo, perdendo pra modesta Suíça, mas depois, na obrigação de conter lágrimas espanholas precoces, bateu seus outros dois adversários e se garantiu nas oitavas juntamente com o Chile. Aqui, o nosso país parou por três vezes, mas somente dois deles valeram a pena. A massa brasileira se mobilizou para ver uma vitória opaca contra a Coréia do Norte (2 a 1), outra brilhante e brigada contra a Costa do Marfim (3 a 1) e um empate que servia como alerta contra a seleção de Portugal (0 a 0). Entretanto, tudo isso serviu para que garantíssemos o privilégio de jogar contra a interessante seleção chilena nas oitavas. O jogo foi fácil demais: 3 a 0 Brasil. O povo se encheu de esperança. Ainda mais porque em seguida pegaríamos nossos tradicionais "fregueses": A Holanda, derrotada em 1994, 1998 e outras ocasiões por esse mesmo Brasil. Seria mais uma vez, a hora do Brasil. Mas não foi isso que aconteceu. De virada os holandeses adiaram por mais quatro anos o sonho do hexa. 2 a 1 para os europeus.

Essa Copa também foi marcada por decepções individuais. Lionel Messi (ARG), Cristiano Ronaldo (POR), Kaká (BRA), Wayne Rooney (ING), Ribery e Thiery Henry (FRA) e Danielle De Rossi (ITA) decepcionaram as suas torcidas porque jogaram muito menos do que se esperava. Destaque negativo - e põe negativo nisso - para Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney que não jogaram rigorosamente nada!

Em contrapartida, grandes nomes brilharam nesta Copa. David Villa, da Espanha e Robben e Sneijder, da Holanda concorrem seriamente ao prêmio de craque da Copa. Outros também são merecedores de muitos elogios. Diego Forlán e Diego Lugano carregaram a seleção uruguaia até as semi-finais. Gyan representou a seleção de Gana com muita personalidade - apesar de ter perdido um pênalti que poderia ter levado a sua seleção a uma inédita semi-final. Müller, Klose, Özil e Lucas Podolski encheram os olhos dos alemães até serem eliminadas pela bem organizada Espanha.

Passou-se um mês desde o início. As duas seleções mais bem preparadas se enfrentam em uma final que nunca havia acontecido antes. A Holanda tem uma nova oportunidade de conquistar o título. Depois de perder duas finais, a laranja mecânica pode finalmente desencantar. Do outro lado, a Espanha luta para afugentar de vez a fama de "pipoqueira" e ganhar um título inédito, coroando um projeto que se iniciou no longínquo 2002, quando foram escalados jogadores jovens (Iker Casillas, Carles Puyol) para que se ganhasse experiência, chegando em 2010 pronto para faturar a Copa do Mundo. Quem vence? A Laranja Mecânica ou a Fúria Espanhola.

Meu palpite:

Espanha 2x1 Holanda

Seja qual for o resultado, esta Copa foi marcada por jogos recheados de pura adrenalina e emoção, aonde os mínimos detalhes decidiram os finalistas. Acabou mais uma vez o maior evento desportivo do mundo inteiro. Agora, começa uma nova espera e uma nova preparação, para daqui a quatro anos, ser a nossa vez de organizar e mandar numa Copa. A torcida e as seleções se reencontram na Copa do Mundo de 2014, no nosso Brasil.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

COPA DO MUNDO - Semi-finais

A Copa do Mundo está mais triste para todos nós, caros leitores. É com muita tristeza que escrevo esta postagem encarando a dura realidade da eliminação brasileira na Copa. E de que jeito mais melancólico.

O lado bom é que consegui acertar três dos quatro classificados pras semi-finais, ainda que os placares reais tenham passado bem longe dos meus chutes (ver postagem anterior). E justo qual eu fui errar: a nossa seleção! Isso sem falar na doce e vexatória eliminação de Maradona e sua Argentina.

Entretanto, a vida segue e o torneio também. Assim, aqui vão os meus palpites para as semi-finais da Copa do Mundo.


Holanda 0x1 Uruguai

Espanha 0x2 Alemanha


Desta forma teríamos um confronto América do Sul x Europa na grande final, e na minha opinião - o que deve contrariar a maioria - assim como já disse no podcast sobre a Copa, quem fatura esse troféu, com o Brasil fora de combate é o Uruguai. Mas isso é palpite para a próxima postagem, então vamos ver o que acontece.

Para vocês que ainda não formaram opiniões sobre os jogos aqui vão algumas observações que talvez ajudem o chute em algum bolão, ou coisa parecida que por acaso estejam participando:

OBS 1.: O destaque alemão Müller não encara a Espanha por estar cumprindo suspensão.
OBS 2.: Quatro jogadores uruguaios extremamente importante não jogam contra a Holanda: Lugano (por lesão), Fucile, Lodeiro e Suarez (ambos por suspensão).
OBS 3.: Van der Wiel e Niegel De Jong da Holanda, ambos suspensos, não enfrentam o Uruguai.
OBS 4.: Ainda não está confirmado e tudo não passa de especulação, mas Vicente del Bosc, técnico da Espanha pode sacar o centro-avante Fernando Torres, que faz uma copa muito apagada até aqui, para dar lugar ao jovem talento Pedro. É esperar pra ver.

Agora vamos apreciar dois dos três últimos jogos de uma Copa do Mundo, que certamente ficará na memória de todos por promover jogos que respeitam e ouriçam o gosto pelo futebol, principalmente na África do Sul.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

COPA DO MUNDO - Quartas de Final

Caros leitores, o meu chute não está tão afiado como eu queria. Como vocês podem ver (no podcast da postagem anterior) eu errei dois dos 8 times que comporiam as quartas de final - excluindo Uruguai e Gana que já haviam confirmado classificação quando eu gravei o arquivo. Então as quartas de final estão compostas por:

Brasil x Holanda

Uruguai x Gana

Argentina x Alemanha

Espanha x Paraguai

Diferente das que eu previ, quando afirmei que os confrontos seriam:

Brasil x Holanda (correto)

Uruguai x Gana (já haviam se classificado antes)

Argentina x Inglaterra (errado, já que quem avançou foi a Alemanha)

Portugal x Paraguai (também errado, porque quem passou foi a Espanha)

Então, concluímos que os jogos que eu acertei foram os mais fáceis. Os mais desafiadores e considerados mais difíceis eu errei. Que maravilha!!!!!

Ainda assim, eu vou continuar chutando até o final da copa. Então aqui vão meus palpites para os jogos das quartas que começam amanhã:

Brasil 3x2 Holanda

Uruguai 3x0 Gana

Argentina 0x2 Alemanha

Espanha 0x0 Paraguai - com a Espanha vencendo na prorrogação ou nos pênaltis.

Assim, os confrontos das semi-finais ficariam:

Brasil x Uruguai

Alemanha x Espanha

Os palpites para as semi-finais eu darei quando as mesmas já estiverem formadas. Espero que eu acerte pelo menos as quartas. Vamos ver! Abraço a todos!

sábado, 26 de junho de 2010

PODCAST - Copa do Mundo 2010

Queridos leitores e ouvintes, hoje chegamos ao nosso terceiro podcast. Nele, eu estarei falando sobre a Copa do Mundo, fato que sempre mobiliza as massas ao redor do globo. Neste podcast consta os meus palpites para os classificados para as quartas de final, minha opinião sobre os integrantes das oitavas, e as minhas apostas para os dois candidatos, na minha opinião, para levantar o tão cobiçado troféu dourado. Eu espero que vocês gostem! Por favor comentem! Abraços a todos.


quarta-feira, 23 de junho de 2010

TOY STORY 3 - Crítica

Em meados da década de 90 a Pixar implementou o seu nome na categoria de Megaprodutora de Hollywood ao inovar a maneira de se fazer filmes. A ideia era bastante ousada: tratava-se de um filme completamente virtual, feito inteiramente por computação gráfica. E como se isso já não custasse um alto dinheiro, foi contratado um elenco de peso para a dublagem, encabeçado por Tom Hanks, como o xerife Woody e Tim Allen, como o astronauta Buzz Lightyear. Quem deu a cara a bater e colocar o projeto em prática foi o então desconhecido John Lasseter. Assim, sem nenhuma garantia de sucesso e retorno, foi lançado nos cinemas "Toy Story", um filme que contava a história focando a narrativa em brinquedos animados, que longe dos olhos de seu dono apresentavam vida própria. O filme, não só fez sucesso, mas virou um ícone cinematográfico, faturando o Oscar de Melhor Animação e servindo como molde para que alguns sucessores com muito menos talento começassem a fazer filmes no mesmo estilo - DreamWorks (Shrek), BlueSky (A Era do Gelo) etc. É claro, teria que haver uma sequencia do trabalho. A Pixar então lançou outro filme de semelhante - porém não igual - genialidade: "Vida de Inseto". O filme não teve o mesmo prestígio que o pioneiro da categoria. Então, John Lasseter e sua equipe recorreram a lançar uma continuação do seu maior sucesso, quando lançou "Toy Story 2", em 1999. Mais uma obra prima da Pixar. Daí, o estúdio não parou mais. Sucessos estrondosos iam se formando na tela de cinema ao decorrer dos anos, faturando a maioria dos Oscar da categoria. Filmes como "Monstros S.A", "Procurando Nemo", "Os Incríveis", "Carros" e "Up - Altas Aventuras" sedimentaram o nome da Pixar como a melhor no gênero Animação. Eis que em 2010, 11 anos depois do último filme, o estúdio decide ressucitar o seu maior sucesso, nos presenteando com "Toy Story 3". Caros leitores, hoje eu tive o imenso prazer de assistir a esta maravilhosa produção no cinema.

O filme começa, de uma maneira sutil, para que os espectadores matem a saudade dos personagens que marcaram época no final do século XX: Woody, Buzz, Sr. Cabeça de Batatas, Porquinho, Rex, Slink e os personagens mais recentes Jessie, Bala no Alvo e Sra. Cabeça de Batatas estreiam a telona personificados numa brincadeira da autoria do garoto Andy, no período de sua infância. E é extremamente empolgante ver um diálogo clássico presente na projeção original, encaixado neste, onde o Sr. Cabeça de Batatas fala: "Para trás xerife, eu trouxe o meu cão com campo de força embutido", e Woody retruca: "E eu trouxe meu dinossauro, que come cães com campos de força". Esta decisão do diretor Lee Unkrich, nos dá a segurança e a emoção de que estamos em ambiente familiar e que estamos apenas revendo "velhos amigos".

Entretanto, este primeiro ato está enquadrado, como eu já disse nos anos dourados do garoto Andy. Daí, os anos passam, onde encontramos uma época contemporânea, onde o dono dos brinquedos já é um jovem de dezessete anos e pronto para ingressar na faculdade, e como todo jovem faz, ele deixa os seus velhos companheiros trancafiados no baú, para voltar a sua atenção a coisas mais interessantes do ponto de vista juvenil: celular, computador etc. E é justamente aí que vemos mais uma brilhante e criativa ideia do diretor: a muito tempo dentro do baú, os brinquedos, com saudade de seu dono, decidem roubar o celular de Andy e o telefone de casa. Ao discarem o número do celular, o aparelho começa a tocar e chama a atenção de Andy que finalmente abre o baú e vê mais uma vez os seus brinquedos. É emocionante ver a cara de Woody ao ouvir a voz de seu dono, ou a euforia de Rex ao dizer "Ele segurou em mim", se lembrarmos que nas duas primeiras projeções isto era atitude corriqueira do garoto.

A partir daí a trama se desenrola com uma naturalidade tremenda, acabando com a o fim do medo dos críticos por franquias sequenciais. Há, entretanto, um detalhe negativo que eu, como fã incondicional que sou da Disney/Pixar, não pude deixar de notar. Trata-se de certa mudança de atitude do xerife Woody. Se no segundo filme, ele está decidido a não ser esquecido e abandonar Andy tomando a iniciativa de ingressar numa viagem enderaçada à um museu no Japão, neste vemos que Woody quer de qualquer maneira ficar ao lado de seu dono, mesmo que isso lhe custe o mergulho no esquecimento e na obscuridade do sótão. Mas isso não serve para tirar nem um pouco do brilho desta fantástica obra.

Tecnicamente o filme é perfeito. Com movimentos muito mais naturais e detalhes muito bem trabalhados, como as rugosidades dos materiais dos quais são feitos os brinquedos, a Pixar é a última palavra em computação gráfica, com certeza. E mais uma vez é claro, o trabalho dos dubladores, tanto no original quanto no nosso idioma é impecável. Quero dar um rápido destaque para o trabalho do dublador do Woody aqui do Brasil, Marcos Ribeiro (famoso pela dublagem da maioria dos filmes de Jim Carrey): a sua dublagem é simplesmente formidável neste filme. É totalmente equiparável - senão melhor - do que a dublagem feita por Tom Hanks na versão original.

É claro, a projeção se mostra extremamente eficaz e divertida na maioria do tempo. Os protagonistas do riso neste terceiro Toy Story, são Buzz Lightyear (principalmente quando ele encarna uma personalidade meio "Antonio Banderas" - possivelmente uma pequena cutucada ao personagem Gato de Botas da DreamWorks) e as caretas e movimentos desmanzelados do xerife Woody. Outro fato que é muito interessante e curioso de se perceber é a presença do cão Buster, todo alegre e carismático no segundo filme, mas que nesse se mostra envelhecido e mais cansado.

Os novos personagens também merecem destaque por terem sido muito bem compostos, como o vilão Lotsu que supera a maldade do Mineiro em "Toy Story 2" e desperta até certa raiva do espectador em determinado momento da projeção; ou o par romântico de Barbie, o boneco Ken, um brinquedo metrossexual; o divertido "Espeto" que faz o estilo "certinho", muito presente em várias outras animações; ou então a dócil e fundamental Bonnie, que lembra muito a personagem Boo de "Monstros S.A". Todos estes, e muito outros ajudam a construir um pano de fundo realmente irretocável.

Mas no que a produção acerta em cheio realmente é no aspecto emocional. Se você achou os minutos iniciais e o final de "Up - Altas Aventuras" emocionante, eu aconselho que você leve uma caixa de lenços ao cinema para assistir "Toy Story 3". Desde o primeiro filme da franquia, a história é claramente sobre lealdade. Isso fica muito evidente neste terceiro - e lamento dizer, último - episódio, principalmente em uma cena do clímax do filme onde todos os brinquedos se dão as mãos (que é claro não vou detalhar aqui para não acabar com a emoção de quem for assistir). O começo, assim como frizei antes nos proporciona um aperto no coração bastante incomum em filmes considerados infantis - mas me recuso a rotular os trabalhos da Pixar de infantis, porque são compostos de uma sensibilidade que vai muito além da incocência infantil. Mas é no final que o espectador chega de fato as lágrimas. Talvez, isso se deva pelo fato de termos a sensação de que "agora realmente acabou", e que estes cativantes personagens vão existir sempre na nossa memória.

Enfim, a Pixar se superou com esta mais nova obra-prima do cinema, porque fez desta terceira continuação totalmente necessária, para que tenhamos a certeza e talvez a segurança do fim que levaram os mais famosos personagens da computação gráfica, ainda que alguns, já aviso, talvez não gostem do desfecho. Valeu cada centavo do dinheiro que gastei, porque foram 103 minutos que me fizeram esquecer de todas as futilidades das quais os jovens geralmente pensam, e me fizeram reencontrar o enlace sentimental puro e sincero que existe entre uma criança e seus leais e mais incríveis companheiros: os brinquedos.