Outra lista galera. Desta vez o tema é futebol. Quem são os melhores jogadores em atividade atualmente no nosso território? Para mim são estes:
10º LUGAR - Ronaldo (Corinthians)
Quando chegou no Timão em 2009, no fundo, ninguém esperava muita coisa de Ronaldo. Para muitos, o jogador já estava em final de carreira, e vir para o Brasil seria mais uma tentativa de reerguer a sua até então decadente carreira. Seja isso verdade ou não, Ronaldo mostrou o porque ganhou o apelido de Fenômeno ao longo dos anos, se reafirmando como um dos melhores jogadores, chegando inclusive a ser cotado para defender a Seleção Brasileira na Copa de 2010. Porém isso não aconteceu, e desde então ele já não é mais o mesmo. O torcedor corintiano já sente que não é mais aconselhável a apostar todas as suas fichas no camisa 9. Ainda assim, ele é um dos jogadores de maior técnica no futebol.
9º LUGAR - Maikon Leite (Santos)
Desde 2008 (ano em que estreou no Santos) Maikon Leite já se mostrava um jogador promissor. Com dribles desconsertantes, velocidade e muita técnica, o jogador ganhou rapidamente a posição de titular na Villa Belmiro. Mas uma grave lesão no joelho o afastou por alguns meses dos gramados e Maikon Leite por muito pouco não caiu no esquecimento dos torcedores. Entretanto, neste começo de ano, o atacante vem mostrando que tem o dom natural de jogar futebol. Juntamente com Elano, é um dos grandes responsáveis por manter o Peixe na liderança do Campeonato Paulista 2011.
8º LUGAR - Kléber (Palmeiras)
Kleber chegou ao Palmeiras em 2008 e fez parte do elenco Campeão Paulista do mesmo ano. Com a sua raça, determinação e qualidade, o jogador ganhou o apelido de Gladiador. Em 2009, a torcida palmeirense teve que aceitar a sua ida ao Cruzeiro. Mas em 2010, (nós) os fanáticos pelo Verdão viram Kleber retornar ao Palestra Itália, lugar de onde, ele sempre deixou muito claro, nunca desejou ter saído.
7º LUGAR - Loco Abreu (Botafogo)
E não é que Loco Abreu conseguiu conquistar os torcedores alvinegros? O uruguaio, mais famoso em sua carreira pela irreverência, dentro e fora dos gramados, chegou com status de super contratação no Engenhão. E ele não ficou abaixo das expectativas: além de ser fortíssimo em jogadas aéreas, Abreu tem uma técnica refinada o que lhe dá a condição de referência no Botafogo. Participou da Copa de 2010 e protagonizou um dos lances mais famosos da competição, quando bateu um pênalti estilo "cavadinha" nas Quartas-de-Final contra Gana, que garantiu a classificação do Uruguai à próxima fase.
6º LUGAR - Fred (Fluminense)
Fred é um atacante dos quais o Brasil tem pouquíssimos: O 9 matador. O jogador foi revelado no América-MG, passou pelo Cruzeiro, depois pelo Lyon da França, até retornar ao futebol brasileiro, para o Tricolor. Aliás, Fred foi um dos grandes responsáveis por tirar o Fluminense do rebaixamento no Campeonato Brasileiro 2009, onde a equipe teve uma recuperação milagrosa. E para completar a já passagem vitoriosa pela equipe, no ano passado foi campeão brasileiro.
5º LUGAR - Victor (Grêmio)
O goleiro Victor é sem dúvida, o melhor goleiro que o Brasil tem à sua disposição. A grande prova é que o atleta já tem lugar assegurado na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Victor começou a jogar no Paulista de Jundiaí, mas logo foi contratado pelo time portoalegrense. E não decepcionou: Muitas vezes, ele é quem garante um resultado satisfatório para sua equipe.
4º LUGAR - Montillo (Cruzeiro)
Montillo chegou ao time de Minas Gerais, para encabeçar a ascenção do Cruzeiro no Brasileirão 2010. É um jogador rápido, habilidoso e inteligente, criador de várias situações de gol. Além disso, tem extrema qualidade na hora de finalizar o lance. Entretanto, o seu bom futebol ainda não foi recompensado com um título, mas com certeza há uma enorme possibilidade disso. As prospecções cruzeirenses para a temporada 2011 são enormes.
3º LUGAR - Paulo Henrique Ganso (Santos)
Muita gente ficou revoltada com Dunga (que novidade!) porque o técnico não levou este novo gênio do meio campo para a Copa do Mundo 2010. Paulo Henrique, ou simplesmente Ganso, é um jogador cuja técnica transforma o futebol em arte a ser admirada e que enche os olhos não apenas dos santistas, mas dos torcedores do Brasil e além... Rumores apontam que a Inter-ITA está interessada no futebol do garoto. É uma das grandes promessas para a Copa do Mundo 2014 onde Ganso deve seguramente sustentar o número 10 em suas costas.
2º LUGAR - Neymar (Santos)
O garoto Neymar era a algum tempo uma incógnita. Dono de uma habilidade rara, o jogador ainda esbarrava na desconfiança de que caísse nos braços traiçoeiros da fama. E sim, em alguns momentos ele deu provas de que parecia ter deixado a humildade de lado. Mas de uns tempos pra cá, a grande estrela santista vem provando que pode sim jogar tudo o que sabe sem ser um alvo de críticas em relação a sua vida pessoal. Seja como for, o fato é que jogo a jogo, Neymar vem se revelando um craque de bola. Também é uma das grandes esperanças da Seleção Brasileira nos anos futuros.
1º LUGAR - Darío Conca (Fluminense)
Quem diria... em pleno território nacional, a grande estrela do nosso futebol é um argentino. Rivalidades a parte, Darío Conca é talvez o grande responsável pelo título brasileiro de sua equipe em 2010. Conca já mostrava ser um grande jogador quando atuava pelo Vasco. Entretanto, lá não podia atuar ao lado de jogadores que o ajudassem a demonstrar todo o seu potencial. Já no Fluminense, Conca esbanja genialidade com a bola nos pés. Quando ele está escalado, as possibilidades de vitória do tricolor carioca aumentam consideravelmente.
OBSERVAÇÃO.: Muitos podem achar um absurdo eu não colocar o Ronaldinho do Flamengo nesta lista. Mas isto se deve, ao fato de que o critério é o que os jogadores jogam e não ao que jogaram. Portanto, já que o camisa 10 ainda nem sequer estreou com a camisa do Mengão, não há como colocá-lo aqui.
OBSERVAÇÃO 2.: Ronaldo não é mais jogador profissional. Entretanto quando esta postagem foi publicada, ele ainda era. E por isso aqui ocupa a 10a colocação nesta lista. (Atualizado em 16/02/2011)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
TOP 10 - Os piores filmes dos últimos tempos
Mais uma lista classificatória, galera! Desta vez, sobre os piores filmes que já saíram nos últimos anos. Novamente, claro, segundo a minha concepção. E novamente também de baixo pra cima. Vamos lá.
10º LUGAR - Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Sabe-se lá o que aconteceu com a franquia Piratas do Caribe. Os dois primeiros filmes são ótimos, intuitivos e mais importante de tudo, compreensíveis. Mas neste terceiro filme, não se entende nada. O roteiro é tão "bem elaborado" que até os próprios roteiristas não sabem direito o que escreveram. Nem mesmo os atores devem saber o que fizeram. Mas Johnny Depp, intérprete do Capitão Jack Sparrow já assegurou que o próximo filme, Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, terá um enredo mais simples de se compreender, semelhante ao primeiro filme da série.
9º LUGAR - Crepúsculo
Inegavelmente, Crepúsculo foi um dos filmes de maior repercussão dos últimos tempos. Mas, com certeza isso não se deve pela história que Stephanie Meyer criou, e muito menos pelo filme que foi baseado no livro. Porque esta chamada "saga", tem uma das histórias mais bobinhas que já foram vistas no cinema. É muito "Eu te amo" pra cá, "Não vivo mais sem você" pra lá, e história que é bom, não tem nada. Claro, isso não importa para o público feminino que se contenta em ver a beleza (?) de Robert Pattinson e a condição física de Taylor Lautner.8º LUGAR - A Bruxa de Blair
Mais um dos filmes incompreensíveis de Hollywood. É incompreensível tanto o enredo, quanto a decisão do diretor de aprovar um roteiro desses. A produção é filmada em sua maioria por câmeras manuais e tem como uma de suas cenas mais famosas o rosto de uma das protagonistas colada à câmera. Mas com certeza, essa dita cena é conhecida pela sua enorme bizarrice.7º LUGAR - Lua Nova
O que Crepúsculo tem de ruim, Lua Nova consegue piorar. Mais uma vez, a história é terrivelmente rasa, sem complexidade nenhuma na trama... falando o português bem claro, é um filme bem imbecil. Tudo ainda se torna pior, porque a protagonista Bella é insuportável. Além de se mostrar perturbada psicologicamente, ela se submete à imposições machistas por parte de Edward. Mas, novamente, isso não importa para o público, em especial o feminino juvenil.6º LUGAR - Premonições
Ainda não consegui entender o que é que Sandra Bullock tinha na cabeça pra aceitar participar deste filme. Não que ela seja uma atriz formidável, mas já esteve envolvida em produções muito melhores. Premonições é tão "água com açúcar" que ainda não pude enxergar qual é o gênero do filme. Não sei se é um thriller, se é terror, se é ação... ou comédia.5º LUGAR - Reencarnação
O que seria pior do que ver um filme cujo tema é reencarnação, produzido por pessoas que nada entendem sobre o assunto? Eu tenho a resposta: É ver Nicole Kidman tendo um caso amoroso com uma criança. Pois é exatamente isso que acontece nesta produção. Inclusive, há uma cena na qual Nicole Kidman e a criança dita, entram numa banheira nús, constituindo uma das cenas mais babacas que eu já vi. Além disso, este aqui também tem uma pitada de confusão. Desafio alguém a entender o final do filme.4º LUGAR - Canguru Jack
Com toda a certeza, Canguru Jack foi um filme que tentou arrecadar o máximo que poderia em publicidade antes de ser lançado nos cinemas. Isso porque nos trailers de divulgação, é apresentado ao público, mirando as crianças principalmente, um animal criado em CGI todo animado e que fala com uma voz "engraçadinha". Mas a verdade é que, durante todo o filme o bicho não fala uma palavra sequer, a não ser na imaginação de um dos protagonistas em uma determinada cena. Sabe-se lá o que pretenderam os produtores...3º LUGAR - Scooby Doo
Scooby Doo foi um dos maiores desperdícios de Hollywood nas últimas décadas. Aliás, foi uma das primeiras vezes que eu vi algo parecido: os roteiristas e produtores tinham uma base ótima, o clássico desenho criado por Willian Hanna e Joseph Barbera. Apesar disso, o que eles fizeram foi distorcer todos os personagens, criando uma situação com a qual os fãs do desenho não esperavam ver. A grande prova é que o vilão do filme é o cachorrinho Scooby Loo.
Scooby Doo foi um dos maiores desperdícios de Hollywood nas últimas décadas. Aliás, foi uma das primeiras vezes que eu vi algo parecido: os roteiristas e produtores tinham uma base ótima, o clássico desenho criado por Willian Hanna e Joseph Barbera. Apesar disso, o que eles fizeram foi distorcer todos os personagens, criando uma situação com a qual os fãs do desenho não esperavam ver. A grande prova é que o vilão do filme é o cachorrinho Scooby Loo. 2º LUGAR - Deu a Louca em Hollywood
A grande verdade é que eu, particularmente, já estou cansado de ver esses filmes do estilo Super-Herói - O Filme, Todo Mundo em Pânico, Não é Mais um Besteirol Americano, Sem Trapaça não tem Graça, dentre tantos outros filmes que se julgam comédias, que procuram fazer paródias com outras produções. Pra mim, todos estes que eu citei são incrivelmente estúpidos. Mas a ambição dos produtores de Deu a Louca em Hollywood era tanta, que eles resolveram misturar todos os filmes que fizeram algum sucesso recentemente, e tentaram fazer um enredo que fizesse uma alusão divertida aos mesmos. Bom, eles erraram muito feio. Eu bem que tentei, mas quando assisti não consegui dar uma risada sequer. Muito pelo contrário, quando o filme terminou, eu estava irritado com o que tinha visto. E isso é muito ruim, considerando a intenção incial que se tinha.1º LUGAR - O Filho de Chuck
O boneco Chuck já assustou muita gente no passado. Chuck - O Boneco Assassino se tornou um clássico do terror. Mas isso aconteceu, quando a franquia tinha o verdadeiro intuito de assustar. Hoje, tenho quase certeza que a intenção é fazer as pessoas rirem com tamanha idiotice.Com acontecimentos e falas ridículas, o boneco Chuck ainda tem que enfrentar o próprio preconceito, porque seu filho é gay. O filme é até engraçado, é um bom passatempo pra se divertir. Mas quando uma produção contraria o próprio gênero em que foi enquadrada, ela não pode ser considerada de qualidade. E muito menos pode ter uma colocação abaixo de 1º Lugar nesta lista.
É isso aí gente! Está feita mais uma lista de Top 10. Espero que vocês tenham gostado, pelo menos um pouco. E comentem!
Abraços!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
OSCAR 2011 - Indicados
Quem diria... em Março agora, o nosso blog completará um ano de existência... ainda me lembro bem das primeiras postagens, todas bagunçadas e desorganizadas...
Bem, passou-se quase um ano, e nada mudou... a irregularidade ainda reina por aqui... mas, mesmo com postagens com intervalos de dois meses, ainda estamos aqui... firmes e fortes!
A princípio, a minha intenção era falar de tudo um pouco, em doses iguais... mas quem lê pelo menos um pouco, sabe que não é bem assim... os principais focos são o Cinema e o Futebol, minhas duas paixões particulares... vez ou outra surge algo pra variar...
Ainda lembro das postagens sobre o Oscar de 2010... e hoje estou colocando uma da edição sucessora...
Mas, vamos lá... vamos em frente...
Recentemente, saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2011, que você pode conferir abaixo.
Melhor Filme
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma
Melhor Direção
Darren Aronofsky, Cisne Negro
David Fincher, A Rede Social
Tom Hooper, O Discurso do Rei
David O. Russell, O Vencedor
Joel & Ethan Cohen, Bravura Indômita
Melhor Ator
Javier Bardem, Biutiful
Colin Firth, O Discurso do Rei
James Franco, 127 Horas
Jesse Eisenberg, A Rede Social
Jeff Bridges, Bravura Indômita
Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor
John Hawkes, Inverno da Alma
Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush, O Discurso do Rei
Jeremy Renner, Atração Perigosa
Melhor Atriz
Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman, Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence, Inverno da Alma
Natalie Portman, Cisne Negro
Michelle Williams, Namorados para Sempre
Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, O Vencedor
Helena Bonham-Carter, O Discurso do Rei
Melissa Leo, O Vencedor
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Jacki Weaver, Animal Kingdom
Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)
Incêndios (Canadá)
Fora da Lei (Algéria)
Melhor Roteiro Original
Christopher Nolan, A Origem
David Seidler, O Discurso do Rei
Mike Leigh, Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson, O Vencedor
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, Minhas Mães e Meu Pai
Melhor Roteiro Adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social
Marguerite Roberts, Bravura Indômita
Danny Boyle, Simon Beaufoy, 127 Horas
Debra Granik, Anne Rosellini, Inverno da Alma
Michael Arndt, Toy Story 3
Melhor Filme de Animação
Como Treinar o Seu Dragão
O Mágico
Toy Story 3
Melhor Fotografia
Cisne Negro, Matthew Libatique
A Origem, Wally Pfister
O Discurso do Rei, Danny Cohen
Bravura Indômita, Roger Deakins
Rede Social, Jeff Cronenweth
Melhor Documentário
Exit Through The Gift Shop, Paranoid Pictures
Gasland, Gasland Productions
Inside Job, Representational Pictures
Restrepo, Outpost Films
Lixo Extraordinário, Almega Projects Production
Melhor Documentário de Curta-metragem
Killing in the name
Poster girl
Strangers no more
Sun come up
The warriors of Qiugang
Melhor Montagem
Cisne Negro, Andrew Wesiblum
O Vencedor, Pamela Martin
O Discurso do Rei, Tariq-Anwar
127 Horas, Jon Harris
A Rede Social, Angus Wall e Kirk Baxter
Melhor Trilha Sonora
Como Treinar o Seu Dragão, John Powell
A Origem, Hans Zimmer
O Discurso do Rei, Alexandre Desplat
127 Horas, A.R. Rahman
A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas, Robert Stromberg , Karen O´Hara
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I, Stuart Craig (Design de Produção), Stephenie McMillan (Decoração de Set)
A Origem, Guy Hendrix Dyas (Design de Produção), Larry Dias and Doug Mowat (Decoração de Set)
O Discurso do Rei, Eve Stewart (Design de Produção), Judy Farr (Decoração de Set)
Bravura Indômita, Jess Gonchor (Design de Produção), Nancy Haigh (Decoração de Set)
Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas, Colleen Atwood
I Am Love, Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei, Jenny Beavan
A Tempestade, Sandy Powell
Bravura Indômita, Mary Zophres
Melhor Maquiagem
A Minha Versão do Amor, Adrien Morot
The Way Back, Edouard F. Henriques, Gregory Funk and Yolanda Toussieng
O Lobisomem, Rick Baker e Dave Elsey
Melhor Canção
Coming Home, Country Strong
I See The Light, Enrolados
If I Rise, 127 Horas
We Belong Together, Toy Story 3
Melhor Edição de Som
A Origem, Richard King
Toy Story 3, Tom Myers and Michael Silvers
Tron - O Legado, Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
Bravura Indômita, Skip Lievsay e Craig Berkey
Incontrolável, Mark P. Stoeckinger
Melhor Mixagem de Som
A Origem, Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
O Discurso do Rei, Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
Salt, Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan and William Sarokin
A Rede Social, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick and Mark Weingarten
Bravura Indômita, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff and Peter F. Kurland
Efeitos Visuais
Alice no País das Maravilhas, Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte I, Tim Burke, John Richardson, Christian Manz eNicolas Aithadi
A Origem, Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley and Peter Bebb
Homem de Ferro II, Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright and Daniel Sudick
Além da Vida, Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
Melhor Curta
The Confession
The Crush
God Of Love
Na Wewe
Wish 143
Melhor Curta Animado
Day & Night
the Gruffalo
Let´s Pollut
The Lost Thing
Madagascar
Bem... Agora, os filmes que foram indicados e que eu assisti:
- Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
- Toy Story 3
- Day & Night (curta exibido no cinema antes de Toy Story 3)
- Homem de Ferro 2
Novamente, assim como no ano passado, a Pixar é a única dessas obras que deve faturar o prêmio. Toy Story 3, na minha opinião, já é o premiado para a categoria de Melhor Animação, mas diferente de Up - Altas Aventuras, na cerimônia de 2010, deve entrar como candidato fortíssimo à categoria de Melhor Filme. Talvez os únicos três filmes que sejam capazes de "puxar o tapete" da Pixar. sejam os badaladíssimos A Origem, Cisne Negro e o grande favorito A Rede Social. Além disso, o filme de Lee Unkrich é forte candidato à Melhor Edição de Som e Melhor Roteiro Adaptado. Ainda assim, é provável que desta vez a Pixar somente renove o que vem se repetindo nos últimos anos e se reafirme como autoridade em Melhor Animação.
Day & Night, da mesma Pixar, é um candidato forte. Mas até mesmo pela falta de divulgação da repercussão que os curtas causam dentre os "grandes influentes do Cinema", fica difícil dar um palpite. Essa dificuldade ainda se agrava por não ter visto nem mesmo menções dos seus concorrentes à Melhor Curta em Animação.
A indicação de Homem de Ferro 2 à categoria de Melhores Efeitos Visuais foi uma grande surpresa por dois motivos: o primeiro é de ter recebido alguma indicação. E a segunda é a categoria a qual foi - erroneamente - indicado. Na minha opinião, se existe alguma categoria que fosse possível enquadrar esta grandissíssima porcaria, seria em Melhor Mixagem de Som. Não deve levar a estatueta.
A corriqueira presença da franquia Harry Potter na lista dos indicados, é mais um prêmio de consolação à um estúdio que realizou uma façanha: a Warner produziu 8 filmes de uma mesma franquia num período exato de 10 anos. Ainda assim, este bom Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I deve jogar a "responsabilidade" de levar ao menos um Oscar para a franquia ao seu sucessor.
Em suma, acredito que o grande vencedor desta edição do Oscar será o filme de David Fincher, A Rede Social, filme que conta como foi criado uma das páginas de relacionamento mais bem-sucedidas do momento, o Facebook.
Além disso, o filme de Tom Hooper, O Discurso do Rei, foi uma grande surpresa, porque recebeu nada menos que 12 indicações.
É esperar pra ver...
Bem, passou-se quase um ano, e nada mudou... a irregularidade ainda reina por aqui... mas, mesmo com postagens com intervalos de dois meses, ainda estamos aqui... firmes e fortes!
A princípio, a minha intenção era falar de tudo um pouco, em doses iguais... mas quem lê pelo menos um pouco, sabe que não é bem assim... os principais focos são o Cinema e o Futebol, minhas duas paixões particulares... vez ou outra surge algo pra variar...
Ainda lembro das postagens sobre o Oscar de 2010... e hoje estou colocando uma da edição sucessora...
Mas, vamos lá... vamos em frente...
Recentemente, saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2011, que você pode conferir abaixo.
Melhor Filme
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma
Melhor Direção
Darren Aronofsky, Cisne Negro
David Fincher, A Rede Social
Tom Hooper, O Discurso do Rei
David O. Russell, O Vencedor
Joel & Ethan Cohen, Bravura Indômita
Melhor Ator
Javier Bardem, Biutiful
Colin Firth, O Discurso do Rei
James Franco, 127 Horas
Jesse Eisenberg, A Rede Social
Jeff Bridges, Bravura Indômita
Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, O Vencedor
John Hawkes, Inverno da Alma
Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush, O Discurso do Rei
Jeremy Renner, Atração Perigosa
Melhor Atriz
Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman, Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence, Inverno da Alma
Natalie Portman, Cisne Negro
Michelle Williams, Namorados para Sempre
Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, O Vencedor
Helena Bonham-Carter, O Discurso do Rei
Melissa Leo, O Vencedor
Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Jacki Weaver, Animal Kingdom
Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)
Incêndios (Canadá)
Fora da Lei (Algéria)
Melhor Roteiro Original
Christopher Nolan, A Origem
David Seidler, O Discurso do Rei
Mike Leigh, Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson, O Vencedor
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, Minhas Mães e Meu Pai
Melhor Roteiro Adaptado
Aaron Sorkin, A Rede Social
Marguerite Roberts, Bravura Indômita
Danny Boyle, Simon Beaufoy, 127 Horas
Debra Granik, Anne Rosellini, Inverno da Alma
Michael Arndt, Toy Story 3
Melhor Filme de Animação
Como Treinar o Seu Dragão
O Mágico
Toy Story 3
Melhor Fotografia
Cisne Negro, Matthew Libatique
A Origem, Wally Pfister
O Discurso do Rei, Danny Cohen
Bravura Indômita, Roger Deakins
Rede Social, Jeff Cronenweth
Melhor Documentário
Exit Through The Gift Shop, Paranoid Pictures
Gasland, Gasland Productions
Inside Job, Representational Pictures
Restrepo, Outpost Films
Lixo Extraordinário, Almega Projects Production
Melhor Documentário de Curta-metragem
Killing in the name
Poster girl
Strangers no more
Sun come up
The warriors of Qiugang
Melhor Montagem
Cisne Negro, Andrew Wesiblum
O Vencedor, Pamela Martin
O Discurso do Rei, Tariq-Anwar
127 Horas, Jon Harris
A Rede Social, Angus Wall e Kirk Baxter
Melhor Trilha Sonora
Como Treinar o Seu Dragão, John Powell
A Origem, Hans Zimmer
O Discurso do Rei, Alexandre Desplat
127 Horas, A.R. Rahman
A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas, Robert Stromberg , Karen O´Hara
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I, Stuart Craig (Design de Produção), Stephenie McMillan (Decoração de Set)
A Origem, Guy Hendrix Dyas (Design de Produção), Larry Dias and Doug Mowat (Decoração de Set)
O Discurso do Rei, Eve Stewart (Design de Produção), Judy Farr (Decoração de Set)
Bravura Indômita, Jess Gonchor (Design de Produção), Nancy Haigh (Decoração de Set)
Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas, Colleen Atwood
I Am Love, Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei, Jenny Beavan
A Tempestade, Sandy Powell
Bravura Indômita, Mary Zophres
Melhor Maquiagem
A Minha Versão do Amor, Adrien Morot
The Way Back, Edouard F. Henriques, Gregory Funk and Yolanda Toussieng
O Lobisomem, Rick Baker e Dave Elsey
Melhor Canção
Coming Home, Country Strong
I See The Light, Enrolados
If I Rise, 127 Horas
We Belong Together, Toy Story 3
Melhor Edição de Som
A Origem, Richard King
Toy Story 3, Tom Myers and Michael Silvers
Tron - O Legado, Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
Bravura Indômita, Skip Lievsay e Craig Berkey
Incontrolável, Mark P. Stoeckinger
Melhor Mixagem de Som
A Origem, Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick
O Discurso do Rei, Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley
Salt, Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan and William Sarokin
A Rede Social, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick and Mark Weingarten
Bravura Indômita, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff and Peter F. Kurland
Efeitos Visuais
Alice no País das Maravilhas, Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte I, Tim Burke, John Richardson, Christian Manz eNicolas Aithadi
A Origem, Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley and Peter Bebb
Homem de Ferro II, Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright and Daniel Sudick
Além da Vida, Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
Melhor Curta
The Confession
The Crush
God Of Love
Na Wewe
Wish 143
Melhor Curta Animado
Day & Night
the Gruffalo
Let´s Pollut
The Lost Thing
Madagascar
Bem... Agora, os filmes que foram indicados e que eu assisti:
- Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
- Toy Story 3
- Day & Night (curta exibido no cinema antes de Toy Story 3)
- Homem de Ferro 2
Novamente, assim como no ano passado, a Pixar é a única dessas obras que deve faturar o prêmio. Toy Story 3, na minha opinião, já é o premiado para a categoria de Melhor Animação, mas diferente de Up - Altas Aventuras, na cerimônia de 2010, deve entrar como candidato fortíssimo à categoria de Melhor Filme. Talvez os únicos três filmes que sejam capazes de "puxar o tapete" da Pixar. sejam os badaladíssimos A Origem, Cisne Negro e o grande favorito A Rede Social. Além disso, o filme de Lee Unkrich é forte candidato à Melhor Edição de Som e Melhor Roteiro Adaptado. Ainda assim, é provável que desta vez a Pixar somente renove o que vem se repetindo nos últimos anos e se reafirme como autoridade em Melhor Animação.
Day & Night, da mesma Pixar, é um candidato forte. Mas até mesmo pela falta de divulgação da repercussão que os curtas causam dentre os "grandes influentes do Cinema", fica difícil dar um palpite. Essa dificuldade ainda se agrava por não ter visto nem mesmo menções dos seus concorrentes à Melhor Curta em Animação.
A indicação de Homem de Ferro 2 à categoria de Melhores Efeitos Visuais foi uma grande surpresa por dois motivos: o primeiro é de ter recebido alguma indicação. E a segunda é a categoria a qual foi - erroneamente - indicado. Na minha opinião, se existe alguma categoria que fosse possível enquadrar esta grandissíssima porcaria, seria em Melhor Mixagem de Som. Não deve levar a estatueta.
A corriqueira presença da franquia Harry Potter na lista dos indicados, é mais um prêmio de consolação à um estúdio que realizou uma façanha: a Warner produziu 8 filmes de uma mesma franquia num período exato de 10 anos. Ainda assim, este bom Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I deve jogar a "responsabilidade" de levar ao menos um Oscar para a franquia ao seu sucessor.
Em suma, acredito que o grande vencedor desta edição do Oscar será o filme de David Fincher, A Rede Social, filme que conta como foi criado uma das páginas de relacionamento mais bem-sucedidas do momento, o Facebook.
Além disso, o filme de Tom Hooper, O Discurso do Rei, foi uma grande surpresa, porque recebeu nada menos que 12 indicações.
É esperar pra ver...
domingo, 19 de dezembro de 2010
NATAL E ANO NOVO - As festas vão começar!!
Esta postagem é unicamente um meio de desejar boas festas para todos, de forma mais ampla. Até porque, não tenho muita certeza se vou conseguir ter acesso à internet nos próximos dias.
Portanto eu faço votos que todos vocês tenham um ótimo natal e um ano novo maravilhoso. Que sejam inundados pela luz mais intensa e pelos acontecimentos mais belos. Em 2011, se Deus quiser estaremos todos juntos mais uma vez!
Grande Abraço!
Portanto eu faço votos que todos vocês tenham um ótimo natal e um ano novo maravilhoso. Que sejam inundados pela luz mais intensa e pelos acontecimentos mais belos. Em 2011, se Deus quiser estaremos todos juntos mais uma vez!
Grande Abraço!
sábado, 18 de dezembro de 2010
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE (PT 1) - Crítica
Seria, no mínimo, hipocrisia escrever qualquer texto sobre a franquia "Harry Potter" sem dizer que ao longo dos sete capítulos, a trama ganhou um ar mais adulto e com certeza mais sombrio. E neste "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" o diretor David Yates, eleva a atmosfera fantasiosa composta por J.K Rowlling - a autora dos 7 livros - ao grau mais alto de escuridão e trevas. Além disso, neste filme, mais do que seu antecessor - dirigido pelo mesmo Yates - o aspecto emocional ganha contornos mais evidentes, sendo vários os momentos em que o espectador sente-se angustiado por ver qual desfecho cada abertura criada pela imaginação de Rowlling, está levando.
Isso comprova-se nos instantes iniciais do filme, quando Harry e Hermione se desligam de vez de seus passados. Os tios do protagonista vão embora, deixando o sobrinho sozinho. E Hermione aplica um feitiço de esquecimento em seus pais, de modo que acreditem nunca ter tido uma filha. A decisão de Yates em acrescentar uma tomada na qual mostra cada foto de Hermione quando criança se apagando, é admirável.
Desde o começo, a projeção não para de mexer com as emoções do espectador. Se não estamos empolgados pelas belíssimas sequências de ação, estamos comovidos com alguma cena de morte ou de demonstração de amizade. E para um jovem, principalmente um que esteja apaixonado, as "pistas" dadas sobre os sentimentos recíprocos entre Rony e Hermione são mais do que um prato cheio.
Entretanto, fica muito claro desde o início, que o grande propósito do filme é mostrar o caos que tomou conta do mundo, após a ascensção gradativa de Lord Voldemort. Nada elimina a tensão criada por este fato. Reparem como as habituais palhaçadas de Rony Weasley, geralmente intuitivas nos filmes anteriores, soam ineficientes aqui. Talvez, pela nítida sensação de que se dar o luxo de rir é pura ilusão, porque em breve alguma coisa muito ruim vai acontecer. Sinceramente, vejo este conceito criado intencionalmente por Yates, já que, por exemplo, alguns dos próprios personagens do filme encaram como uma tremenda bobeira o casamento entre Fleur e Gui (um dos irmãos Weasley), realizado em plenos tempos de guerra declarada.
Mas nada é mais notório do que as atuações. Para quem acompanha desde 2001 - ano de estreia do primeiro filme, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" - é no mínimo impressionante a evolução que tiveram os três protagonistas. Daniel Radcliffe (Harry), é com certeza o melhor do filme. Sem nunca abandonar uma expressão preocupada, o garoto pela primeira vez encarnou o seu personagem com toda a naturalidade que poderia. É espantoso, inclusive a determinação que demonstra em achar o seu inimigo e dar fim a ele e a todo o sofrimento causado. Emma Watson (Hermione) é exatamente o que esperavam os leitores do livro. Uma moça que é meiga, decidida e principalmente corajosa. De uma menininha inexpressiva que apareceu em 2001, Watson se tornou uma mulher madura e invejável em seu talento como atriz. Certamente, seu sucesso não deve parar por aqui. Ruppert Grint (Rony) é o mais estável dos três. Não há grandes mudanças em sua atuação, talvez pelo fato de Grint já ter se mostrado talentoso antes que os outros dois. Entretanto, a faceta ciumenta de Rony já chegou ao seu limite e espero que ela não seja abordada no capítulo final. Ralph Fienes (Voldemort) encarna o mal brilhantemente. É assustador vê-lo como antagonista desta franquia. Seu trabalho é no mínimo igual ao de Heath Ledger, quando interpretou o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas". E nem por isso ele recebe todo o reconhecimento que Ledger recebeu. Depois dizem que em Hollywood não há demagogia.... Alan Rickman (Snape) é brilhante desde o primeiro filme. Fornece ao seu personagem a frieza necessária para implantar a dúvida na cabeça de qualquer espectador sobre de qual lado Snape está. Tom Felton (Draco) é a perfeita representação do arrependimento. Enfim, cada atuação só engrandece esta bela produção.
Pode-se dizer que por mais que o decorrer da série deixe para trás bons personagens - como por exemplo Dobby e Olho-Tonto Moody - esta nunca perde o charme de ser uma ficção amadurecida. Ela não hesita em casar conceitos lúdicos e maduros, atraindo olhares de adultos. Para aqueles que não tiveram paciência de acompanhar os filmes até o fim, eu, pessoalmente, aconselho que assistam pelo menos o último que será lançado em 2011, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", porque com certeza, como ponto final da febre Harry Potter, será dono de uma qualidade que há muito tempo não se via. Certamente, esta franquia, que teve suas oscilações ao longo dos anos, será fechada com chave de ouro, assim como merece uma história tão bem montada pela genial J.K Rowlling.
OBS.: De longe, esta é a adaptação de um livro mais fiel que já foi lançada no cinema.
Isso comprova-se nos instantes iniciais do filme, quando Harry e Hermione se desligam de vez de seus passados. Os tios do protagonista vão embora, deixando o sobrinho sozinho. E Hermione aplica um feitiço de esquecimento em seus pais, de modo que acreditem nunca ter tido uma filha. A decisão de Yates em acrescentar uma tomada na qual mostra cada foto de Hermione quando criança se apagando, é admirável.
Desde o começo, a projeção não para de mexer com as emoções do espectador. Se não estamos empolgados pelas belíssimas sequências de ação, estamos comovidos com alguma cena de morte ou de demonstração de amizade. E para um jovem, principalmente um que esteja apaixonado, as "pistas" dadas sobre os sentimentos recíprocos entre Rony e Hermione são mais do que um prato cheio.
Entretanto, fica muito claro desde o início, que o grande propósito do filme é mostrar o caos que tomou conta do mundo, após a ascensção gradativa de Lord Voldemort. Nada elimina a tensão criada por este fato. Reparem como as habituais palhaçadas de Rony Weasley, geralmente intuitivas nos filmes anteriores, soam ineficientes aqui. Talvez, pela nítida sensação de que se dar o luxo de rir é pura ilusão, porque em breve alguma coisa muito ruim vai acontecer. Sinceramente, vejo este conceito criado intencionalmente por Yates, já que, por exemplo, alguns dos próprios personagens do filme encaram como uma tremenda bobeira o casamento entre Fleur e Gui (um dos irmãos Weasley), realizado em plenos tempos de guerra declarada.
Mas nada é mais notório do que as atuações. Para quem acompanha desde 2001 - ano de estreia do primeiro filme, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" - é no mínimo impressionante a evolução que tiveram os três protagonistas. Daniel Radcliffe (Harry), é com certeza o melhor do filme. Sem nunca abandonar uma expressão preocupada, o garoto pela primeira vez encarnou o seu personagem com toda a naturalidade que poderia. É espantoso, inclusive a determinação que demonstra em achar o seu inimigo e dar fim a ele e a todo o sofrimento causado. Emma Watson (Hermione) é exatamente o que esperavam os leitores do livro. Uma moça que é meiga, decidida e principalmente corajosa. De uma menininha inexpressiva que apareceu em 2001, Watson se tornou uma mulher madura e invejável em seu talento como atriz. Certamente, seu sucesso não deve parar por aqui. Ruppert Grint (Rony) é o mais estável dos três. Não há grandes mudanças em sua atuação, talvez pelo fato de Grint já ter se mostrado talentoso antes que os outros dois. Entretanto, a faceta ciumenta de Rony já chegou ao seu limite e espero que ela não seja abordada no capítulo final. Ralph Fienes (Voldemort) encarna o mal brilhantemente. É assustador vê-lo como antagonista desta franquia. Seu trabalho é no mínimo igual ao de Heath Ledger, quando interpretou o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas". E nem por isso ele recebe todo o reconhecimento que Ledger recebeu. Depois dizem que em Hollywood não há demagogia.... Alan Rickman (Snape) é brilhante desde o primeiro filme. Fornece ao seu personagem a frieza necessária para implantar a dúvida na cabeça de qualquer espectador sobre de qual lado Snape está. Tom Felton (Draco) é a perfeita representação do arrependimento. Enfim, cada atuação só engrandece esta bela produção.
Pode-se dizer que por mais que o decorrer da série deixe para trás bons personagens - como por exemplo Dobby e Olho-Tonto Moody - esta nunca perde o charme de ser uma ficção amadurecida. Ela não hesita em casar conceitos lúdicos e maduros, atraindo olhares de adultos. Para aqueles que não tiveram paciência de acompanhar os filmes até o fim, eu, pessoalmente, aconselho que assistam pelo menos o último que será lançado em 2011, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", porque com certeza, como ponto final da febre Harry Potter, será dono de uma qualidade que há muito tempo não se via. Certamente, esta franquia, que teve suas oscilações ao longo dos anos, será fechada com chave de ouro, assim como merece uma história tão bem montada pela genial J.K Rowlling.
OBS.: De longe, esta é a adaptação de um livro mais fiel que já foi lançada no cinema.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
SENNA - Crítica
De período em período, surge uma figura cujo talento ou qualquer outra característica relevante atinge uma grande quantidade de pessoas fazendo do seu nome uma referência a ser respeitada, não importa o tempo que passe. Entretanto, algumas vezes, essa personalidade extrapola os limites de ídolo, tornando-se um verdadeiro herói para o seu povo. E a confirmação desse status se consolida, quando mesmo depois de 16 anos de sua ausência, um filme que tenta reconstruir tudo o que esse herói representou alcançam os mais frágeis sentimentos do espectador e o faz relembrar com emoção o que os atos daquele indivíduo significaram. Um grande exemplo desta concepção de ídolo, de herói foi, sem sombra de dúvida o cavaleiro do asfalto Ayrton Senna.
O lançamento de "Senna", foi certamente uma surpresa para muita gente, por dois motivos: O primeiro deles é que um documentário dedicado à um dos maiores desportistas de todos os tempos não teve tanta divulgação, correndo o sério risco de afundar-se na obscuridade. O segundo, é que o filme é dirigido por um diretor de descendênscia indiana - Asif Akapadia. Esses dois fatores me levaram ao cinema desconfiado, achando que por mais que Akapadia e sua equipe fossem apaixonados pela história de Ayrton Senna, não conseguiriam remontar os mais belos momentos da carreira do piloto. Mas eu estava totalmente e felizmente enganado.
"Senna" é a mais perfeita versão da história de Ayrton. Para começar, o filme não perde tempo em seus momentos iniciais contando desde o dia em que o protagonista nasceu, toda a sua infância, como, quando e onde ingressou no kart, etc. Muito pelo contrário, o primeiro ato é uma brevíssima passagem apenas para interar os mais desinformados que Senna começou no kart antes de entrar na Fórmula 1. Primeira bela decisão de Akapadia, porque quem vai ao cinema para ver e ouvir sobre o brasileiro, quer certamente ver e ouvir sobre Fórmula 1.
Neste documentário, vemos duas faces do piloto: A primeira, e mais conhecida, de "bom moço". Rapaz humilde, religioso, sempre com um jeito sereno de falar, Senna pareceu, durante toda a vida, compromissado em colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro. E a segunda, e devo admitir que pra mim foi muito surpreendente, de um sujeito que nunca em sua vida aceitou a posição de subordinado, ainda que a sua condição realmente fosse esta. Vejam, por exemplo como Senna enfrenta periodicamente Jean-Marie Ballestre, presidente da FIA de 1986 a 1993. Muito pelo contrário, Senna sempre foi uma pessoa disposta não somente a lutar por aquilo em que acreditava e queria. Ele também sempre esteve a disposto a impor tudo isso. E o talento natural que tinha lhe dava algum crédito para que tomasse esse tipo de atitude. Isso é comprovado, numa cena na qual em uma reunião de pilotos, por maioria de votos e por iniciativa de Senna, o guard rail de um determinado circuito acaba ficando composto por cones, e não mais por pneus, como anteriormente.
E que belíssima decisão do diretor em enfatizar durante toda a projeção, aquela que aparentemente foi a maior rivalidade da história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Alain Prost. É no mínimo empolgante ver toda a trajetória que os dois traçaram juntos na modalidade. Quando Senna iniciou na Fórmula 1, Prost já tinha a sua reputação consolidada, sendo até apelidado de "professor" pelos especialistas, devido à sua forma metódica de correr. Mas o francês já viu, logo a princípio que sua condição de "piloto a ser reverenciado" estava ameaçada pelo iniciante Ayrton Senna, então correndo pela Tolleman. E esse temor se concretizou no circuito de Mônaco, no qual Senna só não ganhou a corrida, pela decisão do também francês Jean-Marie Ballestre de encerrar antecipadamente a corrida, ao que parece, para garantir a vitória de seu protegido e amigo pessoal, Alain Prost. E que jogada de mestre, no ano de 1988, a McLaren juntar as duas lendas para correrem lado a lado. Mais um motivo para que Prost, fomentasse ainda mais essa rivalidade, já que nesse ano Ayrton se sobressaiu e se sagrou campeão mundial. É extremamente curioso ver, no filme, as entrevistas que os dois concediam juntos. Apesar de esbanjarem sorrisos e brincadeiras, é perfeitamente notável que a rivalidade incendiava o interior dos dois, um querendo se sobressair ao outro. Na verdade, Senna e Prost só diferiam no estilo de correr. No restante, eles eram iguais. Possivelmente esteja aí, a nascente de toda a inimizade entre os dois. Talvez uma falha, mas que se fez necessária pelo fato de a projeção ser em homenagem ao brasileiro, foi o fato de Akapadia ter antagonizado Alain Prost ao extremo. Isso fica bem evidente numa citação do piloto na qual ele diz: "O Senna não queria só me superar. Ele queria me humilhar. Esse era o maior defeito dele". Mas, assim como eu disse foi uma falha que se fez natural. Talvez, se o filme fosse uma homenagem a Prost, Senna seria personalizado como o grande vilão.
Senna se mostrou promissor na Tolleman. Acenou com grandes perspectivas na Lottus. Virou realidade na McLaren. Mas, sempre na ambição de vencer, escolheu a Williams-Renault como próxima equipe a defender. A última equipe. A partir do momento em que Ayrton ingressa na Williams, a projeção assume um tom claramente mais melancólico. Expõe todo o conflito que Senna enfrentou com o novo carro. E que momento cruel, quando numa visão panorâmica de um circuito, letras gigantes anunciam o Grande Prêmio de San Marino. Na sexta-feira daquele fim de semana, dia 29 de abril, Barrichello sofre um grave acidente, mas sai com vida. No sábado, dia 30 de abril, Roland Ratzenberger também se acidenta, mas de forma fatal. Os dois fatores que tornaram a sempre leve expressão de Senna, numa face carrancuda, que passa a mão pelo rosto inúmeras vezes, expressando um certo presságio: alguma coisa daria errada...
Foi então que no dia 1º de Maio de 1994, a maior fatalidade da história da Fórmula 1 aconteceu. Na curva Tamburello, Ayrton Senna perdeu o controle de seu carro e colidiu com o muro, para nunca mais voltar a correr. Nunca mais, o povo brasileiro veria Senna e seus inesquecíveis gestos de patriotismo.
E é aí que mais uma vez, Asif Akapadia acerta. Durante o velório do piloto, as pessoas que foram importantes em sua vida, vão sendo evidenciadas em flashbacks. Os pais, a irmã Viviane, Ron Deni, Frank Williams, as namoradas Xuxa e Adriane Galisteu e o que talvez mais mexe com o espectador: O grande rival Alain Prost - hoje um dos colaboradores do Instituto Ayrton Senna.
Esse sem dúvida, foi o melhor documentário que eu já vi na minha vida. Ele não só remonta o que Senna foi. Ele incrementa, engrandecendo ainda mais a sua história, fazendo de Ayrton, uma personalidade a ser lembrada pelo resto da eternidade.
OBS.: Foi muito bom verificar que fatos marcantes para o brasileiro exclusivamente foram lembrados nesse filme, como tema da vitória, e a inesquecível voz de Galvão Bueno.
O lançamento de "Senna", foi certamente uma surpresa para muita gente, por dois motivos: O primeiro deles é que um documentário dedicado à um dos maiores desportistas de todos os tempos não teve tanta divulgação, correndo o sério risco de afundar-se na obscuridade. O segundo, é que o filme é dirigido por um diretor de descendênscia indiana - Asif Akapadia. Esses dois fatores me levaram ao cinema desconfiado, achando que por mais que Akapadia e sua equipe fossem apaixonados pela história de Ayrton Senna, não conseguiriam remontar os mais belos momentos da carreira do piloto. Mas eu estava totalmente e felizmente enganado.
"Senna" é a mais perfeita versão da história de Ayrton. Para começar, o filme não perde tempo em seus momentos iniciais contando desde o dia em que o protagonista nasceu, toda a sua infância, como, quando e onde ingressou no kart, etc. Muito pelo contrário, o primeiro ato é uma brevíssima passagem apenas para interar os mais desinformados que Senna começou no kart antes de entrar na Fórmula 1. Primeira bela decisão de Akapadia, porque quem vai ao cinema para ver e ouvir sobre o brasileiro, quer certamente ver e ouvir sobre Fórmula 1.
Neste documentário, vemos duas faces do piloto: A primeira, e mais conhecida, de "bom moço". Rapaz humilde, religioso, sempre com um jeito sereno de falar, Senna pareceu, durante toda a vida, compromissado em colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro. E a segunda, e devo admitir que pra mim foi muito surpreendente, de um sujeito que nunca em sua vida aceitou a posição de subordinado, ainda que a sua condição realmente fosse esta. Vejam, por exemplo como Senna enfrenta periodicamente Jean-Marie Ballestre, presidente da FIA de 1986 a 1993. Muito pelo contrário, Senna sempre foi uma pessoa disposta não somente a lutar por aquilo em que acreditava e queria. Ele também sempre esteve a disposto a impor tudo isso. E o talento natural que tinha lhe dava algum crédito para que tomasse esse tipo de atitude. Isso é comprovado, numa cena na qual em uma reunião de pilotos, por maioria de votos e por iniciativa de Senna, o guard rail de um determinado circuito acaba ficando composto por cones, e não mais por pneus, como anteriormente.
E que belíssima decisão do diretor em enfatizar durante toda a projeção, aquela que aparentemente foi a maior rivalidade da história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Alain Prost. É no mínimo empolgante ver toda a trajetória que os dois traçaram juntos na modalidade. Quando Senna iniciou na Fórmula 1, Prost já tinha a sua reputação consolidada, sendo até apelidado de "professor" pelos especialistas, devido à sua forma metódica de correr. Mas o francês já viu, logo a princípio que sua condição de "piloto a ser reverenciado" estava ameaçada pelo iniciante Ayrton Senna, então correndo pela Tolleman. E esse temor se concretizou no circuito de Mônaco, no qual Senna só não ganhou a corrida, pela decisão do também francês Jean-Marie Ballestre de encerrar antecipadamente a corrida, ao que parece, para garantir a vitória de seu protegido e amigo pessoal, Alain Prost. E que jogada de mestre, no ano de 1988, a McLaren juntar as duas lendas para correrem lado a lado. Mais um motivo para que Prost, fomentasse ainda mais essa rivalidade, já que nesse ano Ayrton se sobressaiu e se sagrou campeão mundial. É extremamente curioso ver, no filme, as entrevistas que os dois concediam juntos. Apesar de esbanjarem sorrisos e brincadeiras, é perfeitamente notável que a rivalidade incendiava o interior dos dois, um querendo se sobressair ao outro. Na verdade, Senna e Prost só diferiam no estilo de correr. No restante, eles eram iguais. Possivelmente esteja aí, a nascente de toda a inimizade entre os dois. Talvez uma falha, mas que se fez necessária pelo fato de a projeção ser em homenagem ao brasileiro, foi o fato de Akapadia ter antagonizado Alain Prost ao extremo. Isso fica bem evidente numa citação do piloto na qual ele diz: "O Senna não queria só me superar. Ele queria me humilhar. Esse era o maior defeito dele". Mas, assim como eu disse foi uma falha que se fez natural. Talvez, se o filme fosse uma homenagem a Prost, Senna seria personalizado como o grande vilão.
Senna se mostrou promissor na Tolleman. Acenou com grandes perspectivas na Lottus. Virou realidade na McLaren. Mas, sempre na ambição de vencer, escolheu a Williams-Renault como próxima equipe a defender. A última equipe. A partir do momento em que Ayrton ingressa na Williams, a projeção assume um tom claramente mais melancólico. Expõe todo o conflito que Senna enfrentou com o novo carro. E que momento cruel, quando numa visão panorâmica de um circuito, letras gigantes anunciam o Grande Prêmio de San Marino. Na sexta-feira daquele fim de semana, dia 29 de abril, Barrichello sofre um grave acidente, mas sai com vida. No sábado, dia 30 de abril, Roland Ratzenberger também se acidenta, mas de forma fatal. Os dois fatores que tornaram a sempre leve expressão de Senna, numa face carrancuda, que passa a mão pelo rosto inúmeras vezes, expressando um certo presságio: alguma coisa daria errada...
Foi então que no dia 1º de Maio de 1994, a maior fatalidade da história da Fórmula 1 aconteceu. Na curva Tamburello, Ayrton Senna perdeu o controle de seu carro e colidiu com o muro, para nunca mais voltar a correr. Nunca mais, o povo brasileiro veria Senna e seus inesquecíveis gestos de patriotismo.
E é aí que mais uma vez, Asif Akapadia acerta. Durante o velório do piloto, as pessoas que foram importantes em sua vida, vão sendo evidenciadas em flashbacks. Os pais, a irmã Viviane, Ron Deni, Frank Williams, as namoradas Xuxa e Adriane Galisteu e o que talvez mais mexe com o espectador: O grande rival Alain Prost - hoje um dos colaboradores do Instituto Ayrton Senna.
Esse sem dúvida, foi o melhor documentário que eu já vi na minha vida. Ele não só remonta o que Senna foi. Ele incrementa, engrandecendo ainda mais a sua história, fazendo de Ayrton, uma personalidade a ser lembrada pelo resto da eternidade.
OBS.: Foi muito bom verificar que fatos marcantes para o brasileiro exclusivamente foram lembrados nesse filme, como tema da vitória, e a inesquecível voz de Galvão Bueno.
sábado, 16 de outubro de 2010
RETORNO - Depois de mais alguns meses...
Muita gente pode até achar que eu esqueci do blog que eu criei a muitos meses atrás. Mas a verdade é que o único motivo por este não ganhar novas postagens periodicamente é a falta de tempo. Mas sempre que tenho uma folga - e sempre que lembro - aqui estou eu.
Minha ultima postagem foi no longínquo 9 de julho, sobre o Enem. Vejamos, de lá pra cá quanta coisa o blog nem sequer divulgou:
- No cenário nacional tivemos o clima eleitoral - que ainda paira entre nós - com algumas campanhas apelativas, algumas elaboradas e algumas que boiaram na simplicidade, sem nunca conquistar um número considerável de eleitores. Tivemos a intensa disputa que se prorroga até o final de outubro entre Dilma Roussef, do PT e José Serra, do PSDB, ambos disputando o cargo político mais alto do Brasil. Algumas ascenções interessantes puderam ser notadas, como Marina Silva do PV, também candidata à presidência, e Celso Russomano do PP, candidato ao governo de São Paulo. Mas pelo que parece, nada superou o "fenômeno Tiririca", deputado federal eleito com o maior número de votos no país. Interessante notar como a sua eleição se contrapõe ao seu slogan de campanha, "pior que tá não fica". Ignorantes aqueles que pensam que protestam ao votar em candidatos desse tipo.
- No cenário internacional, tivemos todo o drama vivido pelos mineiros do Chile, que passaram 64 dias soterrados. Inclusive, foi admirável o processo de resgate feito, algo bem elaborado que proporcionou extrema segurança e eficácia mesmo numa situação tão complicada quanto esta. Graças a Deus todas as 33 vítimas estão bem.
- No cinema, tivemos coisas boas, ruins e forçadas desde então. As coisas boas, como "Tropa de Elite 2", que traz mais um trabalho impecável de José Padilha (Diretor), Wagner Moura (Nascimento - agora coronel) e toda a produção. Vale o dinheiro gasto no ingresso. As coisas ruins variam entre a decepção e a decadência. A decepção está - infelizmente - no filme "Nosso Lar" que afoga todas as expectativas que o seu trailer e a própria obra de Chico Xavier lançaram no público, tanto aqueles mais afccionados ou engajados no espiritismo, quanto para aqueles que apenas se interessam pelo gênero. Plasticamente o filme é até eficiente - veja a boa qualidade na reprodução do Umbral, ou do próprio Nosso Lar - mas peca por não ter uma equipe intuitiva o suficiente para nos fazer crer no filme. As interpretações são simplesmente horríveis. A direção é calamitosa. A trilha sonora é inútil. Ou seja, a produção como um todo, parece descompromissada com a grandiosidade e o conhecimento que a obra original tem. É com certeza uma pena. E a decadência que eu havia citado mais acima, está no lançamento da continuação da franquia "Nanny McPhee". Mas a decadência não está na produção em si, porque o primeiro filme já parece - não tive nem coragem de assistir - ser uma bela porcaria. A decadência da qual eu me refiro são dos atores que integram esta projeção, nomes que sem dúvida tem um certo reconhecimento merecido - como Emma Thompson, ou Maggie Gylenhaal. Mas por que aceitaram um trabalho tão... embaraçoso? E por fim, quando digo "coisas forçadas do cinema", me refiro ao relançamento de "Avatar" no cinema. Esta versão especial possui 8 minutos adcionais, mas que certamente não devem melhorar a qualidade questionável do original. O que James Cameron não faz para faturar mais uns trocados, hein? - como se ele precisasse disso...
- No futebol, o Inter sagrou-se campeão da Libertadores. A temporada européia já começou, e o Brasileirão está pegando fogo! No momento, a briga pela liderança está entre o surpreendente Cruzeiro (jamais pensei que o Cuca fosse liderar alguma coisa um dia), o duvidoso Fluminense (olha o Muricy reprisando o que ajudou a fazer com o Palmeiras em 2009) e o decadente Corinthians (que depois da passagem meteórica de Adilson Batista pelo comando da equipe, está a procura de um técnico. O nome de Tite deve ser anunciado nos próximos dias). Descendo um pouco mais na tabela vemos times que estão surpreendendo, como é o caso do Atlético-PR, ou do Botafogo. O Santos está vivo na briga pelo título, mas sinceramente não merece. Não depois do que fez com Dorival Júnior, unicamente para defender a imagem do personalista Neymar. O São Paulo, agora de Carpegiani parece que também está vivo ainda, mas só deve aspirar mesmo uma vaga na Libertadores. Caso similar é o do Palmeiras, de Luís Felipe Scollari, que depois de uma fase de dar dó até em corintiano, tem ascendido no campeonato, com a ajuda mais notória de Kléber, Valdívia e as cobranças de falta mortais de Marcos Assunção. O Flamengo de Luxemburgo, parece que está ressucitando. Já são 3 jogos sem derrota. Pobre Atlético-MG, que se encontra em situação complicada na tabela. Nem Obina, Diego Souza e Diego Tardeli estão conseguindo dar jeito. É hora de Dorival Júnior mostrar de novo que é um técnico de qualidade.
- Na televisão algumas novidades merecem destaque, como a notícia de que Sílvio Santos vai se aposentar. Os programas dele podem até ser bregas, mas alguém consegue imaginar as tardes de domingo sem Sílvio Santos na TV? Separações de casamentos que já tinham longa data, como o de Cláudia Raia e Édson Celulari também pegaram muita gente de surpresa. Reallity Shows ridículos foram lançados, como "Hipertensão" da Rede Globo, e "A Fazenda 3" da Record, um pior que o outro.
- No cenário criminal, fãs do futebol foram surpreendidos com o "Caso Bruno", que é acusado de ser mandatário do assassinato de sua ex-namorada. Temos alguns casos que também foram notícia, como o "Caso Mércia", e o desfecho do "Caso Isabella" que consistiu na condenação do casal Nardoni.
- Algumas celebridades internacionais também deram o que falar nesse meio tempo. Charlie Sheen, astro da série "Two and a Half Men" foi acusado de agressão à sua mulher. Este também é o caso de Mel Gibson, cujas ameaças de agressão à sua ex-namorada foram divulgadas. E Lindsay Lohan, que passa por um drama pessoal tremendo, não consegue sair da prisão.
Bom... acho que é isso! Tentei fazer um apanhado geral do que eu deixei para trás. Certamente, devem ter coisas mais importantes do que esta que eu postei aqui, mas que eu não estou lembrando agora, portanto, se vocês leitores lembrarem, não deixem de comentar, 0k? Grande abraço a todos, e espero conseguir postar com mais frequência.
Minha ultima postagem foi no longínquo 9 de julho, sobre o Enem. Vejamos, de lá pra cá quanta coisa o blog nem sequer divulgou:
- No cenário nacional tivemos o clima eleitoral - que ainda paira entre nós - com algumas campanhas apelativas, algumas elaboradas e algumas que boiaram na simplicidade, sem nunca conquistar um número considerável de eleitores. Tivemos a intensa disputa que se prorroga até o final de outubro entre Dilma Roussef, do PT e José Serra, do PSDB, ambos disputando o cargo político mais alto do Brasil. Algumas ascenções interessantes puderam ser notadas, como Marina Silva do PV, também candidata à presidência, e Celso Russomano do PP, candidato ao governo de São Paulo. Mas pelo que parece, nada superou o "fenômeno Tiririca", deputado federal eleito com o maior número de votos no país. Interessante notar como a sua eleição se contrapõe ao seu slogan de campanha, "pior que tá não fica". Ignorantes aqueles que pensam que protestam ao votar em candidatos desse tipo.
- No cenário internacional, tivemos todo o drama vivido pelos mineiros do Chile, que passaram 64 dias soterrados. Inclusive, foi admirável o processo de resgate feito, algo bem elaborado que proporcionou extrema segurança e eficácia mesmo numa situação tão complicada quanto esta. Graças a Deus todas as 33 vítimas estão bem.
- No cinema, tivemos coisas boas, ruins e forçadas desde então. As coisas boas, como "Tropa de Elite 2", que traz mais um trabalho impecável de José Padilha (Diretor), Wagner Moura (Nascimento - agora coronel) e toda a produção. Vale o dinheiro gasto no ingresso. As coisas ruins variam entre a decepção e a decadência. A decepção está - infelizmente - no filme "Nosso Lar" que afoga todas as expectativas que o seu trailer e a própria obra de Chico Xavier lançaram no público, tanto aqueles mais afccionados ou engajados no espiritismo, quanto para aqueles que apenas se interessam pelo gênero. Plasticamente o filme é até eficiente - veja a boa qualidade na reprodução do Umbral, ou do próprio Nosso Lar - mas peca por não ter uma equipe intuitiva o suficiente para nos fazer crer no filme. As interpretações são simplesmente horríveis. A direção é calamitosa. A trilha sonora é inútil. Ou seja, a produção como um todo, parece descompromissada com a grandiosidade e o conhecimento que a obra original tem. É com certeza uma pena. E a decadência que eu havia citado mais acima, está no lançamento da continuação da franquia "Nanny McPhee". Mas a decadência não está na produção em si, porque o primeiro filme já parece - não tive nem coragem de assistir - ser uma bela porcaria. A decadência da qual eu me refiro são dos atores que integram esta projeção, nomes que sem dúvida tem um certo reconhecimento merecido - como Emma Thompson, ou Maggie Gylenhaal. Mas por que aceitaram um trabalho tão... embaraçoso? E por fim, quando digo "coisas forçadas do cinema", me refiro ao relançamento de "Avatar" no cinema. Esta versão especial possui 8 minutos adcionais, mas que certamente não devem melhorar a qualidade questionável do original. O que James Cameron não faz para faturar mais uns trocados, hein? - como se ele precisasse disso...
- No futebol, o Inter sagrou-se campeão da Libertadores. A temporada européia já começou, e o Brasileirão está pegando fogo! No momento, a briga pela liderança está entre o surpreendente Cruzeiro (jamais pensei que o Cuca fosse liderar alguma coisa um dia), o duvidoso Fluminense (olha o Muricy reprisando o que ajudou a fazer com o Palmeiras em 2009) e o decadente Corinthians (que depois da passagem meteórica de Adilson Batista pelo comando da equipe, está a procura de um técnico. O nome de Tite deve ser anunciado nos próximos dias). Descendo um pouco mais na tabela vemos times que estão surpreendendo, como é o caso do Atlético-PR, ou do Botafogo. O Santos está vivo na briga pelo título, mas sinceramente não merece. Não depois do que fez com Dorival Júnior, unicamente para defender a imagem do personalista Neymar. O São Paulo, agora de Carpegiani parece que também está vivo ainda, mas só deve aspirar mesmo uma vaga na Libertadores. Caso similar é o do Palmeiras, de Luís Felipe Scollari, que depois de uma fase de dar dó até em corintiano, tem ascendido no campeonato, com a ajuda mais notória de Kléber, Valdívia e as cobranças de falta mortais de Marcos Assunção. O Flamengo de Luxemburgo, parece que está ressucitando. Já são 3 jogos sem derrota. Pobre Atlético-MG, que se encontra em situação complicada na tabela. Nem Obina, Diego Souza e Diego Tardeli estão conseguindo dar jeito. É hora de Dorival Júnior mostrar de novo que é um técnico de qualidade.
- Na televisão algumas novidades merecem destaque, como a notícia de que Sílvio Santos vai se aposentar. Os programas dele podem até ser bregas, mas alguém consegue imaginar as tardes de domingo sem Sílvio Santos na TV? Separações de casamentos que já tinham longa data, como o de Cláudia Raia e Édson Celulari também pegaram muita gente de surpresa. Reallity Shows ridículos foram lançados, como "Hipertensão" da Rede Globo, e "A Fazenda 3" da Record, um pior que o outro.
- No cenário criminal, fãs do futebol foram surpreendidos com o "Caso Bruno", que é acusado de ser mandatário do assassinato de sua ex-namorada. Temos alguns casos que também foram notícia, como o "Caso Mércia", e o desfecho do "Caso Isabella" que consistiu na condenação do casal Nardoni.
- Algumas celebridades internacionais também deram o que falar nesse meio tempo. Charlie Sheen, astro da série "Two and a Half Men" foi acusado de agressão à sua mulher. Este também é o caso de Mel Gibson, cujas ameaças de agressão à sua ex-namorada foram divulgadas. E Lindsay Lohan, que passa por um drama pessoal tremendo, não consegue sair da prisão.
Bom... acho que é isso! Tentei fazer um apanhado geral do que eu deixei para trás. Certamente, devem ter coisas mais importantes do que esta que eu postei aqui, mas que eu não estou lembrando agora, portanto, se vocês leitores lembrarem, não deixem de comentar, 0k? Grande abraço a todos, e espero conseguir postar com mais frequência.
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