Esta postagem é unicamente um meio de desejar boas festas para todos, de forma mais ampla. Até porque, não tenho muita certeza se vou conseguir ter acesso à internet nos próximos dias.
Portanto eu faço votos que todos vocês tenham um ótimo natal e um ano novo maravilhoso. Que sejam inundados pela luz mais intensa e pelos acontecimentos mais belos. Em 2011, se Deus quiser estaremos todos juntos mais uma vez!
Grande Abraço!
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE (PT 1) - Crítica
Seria, no mínimo, hipocrisia escrever qualquer texto sobre a franquia "Harry Potter" sem dizer que ao longo dos sete capítulos, a trama ganhou um ar mais adulto e com certeza mais sombrio. E neste "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" o diretor David Yates, eleva a atmosfera fantasiosa composta por J.K Rowlling - a autora dos 7 livros - ao grau mais alto de escuridão e trevas. Além disso, neste filme, mais do que seu antecessor - dirigido pelo mesmo Yates - o aspecto emocional ganha contornos mais evidentes, sendo vários os momentos em que o espectador sente-se angustiado por ver qual desfecho cada abertura criada pela imaginação de Rowlling, está levando.
Isso comprova-se nos instantes iniciais do filme, quando Harry e Hermione se desligam de vez de seus passados. Os tios do protagonista vão embora, deixando o sobrinho sozinho. E Hermione aplica um feitiço de esquecimento em seus pais, de modo que acreditem nunca ter tido uma filha. A decisão de Yates em acrescentar uma tomada na qual mostra cada foto de Hermione quando criança se apagando, é admirável.
Desde o começo, a projeção não para de mexer com as emoções do espectador. Se não estamos empolgados pelas belíssimas sequências de ação, estamos comovidos com alguma cena de morte ou de demonstração de amizade. E para um jovem, principalmente um que esteja apaixonado, as "pistas" dadas sobre os sentimentos recíprocos entre Rony e Hermione são mais do que um prato cheio.
Entretanto, fica muito claro desde o início, que o grande propósito do filme é mostrar o caos que tomou conta do mundo, após a ascensção gradativa de Lord Voldemort. Nada elimina a tensão criada por este fato. Reparem como as habituais palhaçadas de Rony Weasley, geralmente intuitivas nos filmes anteriores, soam ineficientes aqui. Talvez, pela nítida sensação de que se dar o luxo de rir é pura ilusão, porque em breve alguma coisa muito ruim vai acontecer. Sinceramente, vejo este conceito criado intencionalmente por Yates, já que, por exemplo, alguns dos próprios personagens do filme encaram como uma tremenda bobeira o casamento entre Fleur e Gui (um dos irmãos Weasley), realizado em plenos tempos de guerra declarada.
Mas nada é mais notório do que as atuações. Para quem acompanha desde 2001 - ano de estreia do primeiro filme, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" - é no mínimo impressionante a evolução que tiveram os três protagonistas. Daniel Radcliffe (Harry), é com certeza o melhor do filme. Sem nunca abandonar uma expressão preocupada, o garoto pela primeira vez encarnou o seu personagem com toda a naturalidade que poderia. É espantoso, inclusive a determinação que demonstra em achar o seu inimigo e dar fim a ele e a todo o sofrimento causado. Emma Watson (Hermione) é exatamente o que esperavam os leitores do livro. Uma moça que é meiga, decidida e principalmente corajosa. De uma menininha inexpressiva que apareceu em 2001, Watson se tornou uma mulher madura e invejável em seu talento como atriz. Certamente, seu sucesso não deve parar por aqui. Ruppert Grint (Rony) é o mais estável dos três. Não há grandes mudanças em sua atuação, talvez pelo fato de Grint já ter se mostrado talentoso antes que os outros dois. Entretanto, a faceta ciumenta de Rony já chegou ao seu limite e espero que ela não seja abordada no capítulo final. Ralph Fienes (Voldemort) encarna o mal brilhantemente. É assustador vê-lo como antagonista desta franquia. Seu trabalho é no mínimo igual ao de Heath Ledger, quando interpretou o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas". E nem por isso ele recebe todo o reconhecimento que Ledger recebeu. Depois dizem que em Hollywood não há demagogia.... Alan Rickman (Snape) é brilhante desde o primeiro filme. Fornece ao seu personagem a frieza necessária para implantar a dúvida na cabeça de qualquer espectador sobre de qual lado Snape está. Tom Felton (Draco) é a perfeita representação do arrependimento. Enfim, cada atuação só engrandece esta bela produção.
Pode-se dizer que por mais que o decorrer da série deixe para trás bons personagens - como por exemplo Dobby e Olho-Tonto Moody - esta nunca perde o charme de ser uma ficção amadurecida. Ela não hesita em casar conceitos lúdicos e maduros, atraindo olhares de adultos. Para aqueles que não tiveram paciência de acompanhar os filmes até o fim, eu, pessoalmente, aconselho que assistam pelo menos o último que será lançado em 2011, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", porque com certeza, como ponto final da febre Harry Potter, será dono de uma qualidade que há muito tempo não se via. Certamente, esta franquia, que teve suas oscilações ao longo dos anos, será fechada com chave de ouro, assim como merece uma história tão bem montada pela genial J.K Rowlling.
OBS.: De longe, esta é a adaptação de um livro mais fiel que já foi lançada no cinema.
Isso comprova-se nos instantes iniciais do filme, quando Harry e Hermione se desligam de vez de seus passados. Os tios do protagonista vão embora, deixando o sobrinho sozinho. E Hermione aplica um feitiço de esquecimento em seus pais, de modo que acreditem nunca ter tido uma filha. A decisão de Yates em acrescentar uma tomada na qual mostra cada foto de Hermione quando criança se apagando, é admirável.
Desde o começo, a projeção não para de mexer com as emoções do espectador. Se não estamos empolgados pelas belíssimas sequências de ação, estamos comovidos com alguma cena de morte ou de demonstração de amizade. E para um jovem, principalmente um que esteja apaixonado, as "pistas" dadas sobre os sentimentos recíprocos entre Rony e Hermione são mais do que um prato cheio.
Entretanto, fica muito claro desde o início, que o grande propósito do filme é mostrar o caos que tomou conta do mundo, após a ascensção gradativa de Lord Voldemort. Nada elimina a tensão criada por este fato. Reparem como as habituais palhaçadas de Rony Weasley, geralmente intuitivas nos filmes anteriores, soam ineficientes aqui. Talvez, pela nítida sensação de que se dar o luxo de rir é pura ilusão, porque em breve alguma coisa muito ruim vai acontecer. Sinceramente, vejo este conceito criado intencionalmente por Yates, já que, por exemplo, alguns dos próprios personagens do filme encaram como uma tremenda bobeira o casamento entre Fleur e Gui (um dos irmãos Weasley), realizado em plenos tempos de guerra declarada.
Mas nada é mais notório do que as atuações. Para quem acompanha desde 2001 - ano de estreia do primeiro filme, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" - é no mínimo impressionante a evolução que tiveram os três protagonistas. Daniel Radcliffe (Harry), é com certeza o melhor do filme. Sem nunca abandonar uma expressão preocupada, o garoto pela primeira vez encarnou o seu personagem com toda a naturalidade que poderia. É espantoso, inclusive a determinação que demonstra em achar o seu inimigo e dar fim a ele e a todo o sofrimento causado. Emma Watson (Hermione) é exatamente o que esperavam os leitores do livro. Uma moça que é meiga, decidida e principalmente corajosa. De uma menininha inexpressiva que apareceu em 2001, Watson se tornou uma mulher madura e invejável em seu talento como atriz. Certamente, seu sucesso não deve parar por aqui. Ruppert Grint (Rony) é o mais estável dos três. Não há grandes mudanças em sua atuação, talvez pelo fato de Grint já ter se mostrado talentoso antes que os outros dois. Entretanto, a faceta ciumenta de Rony já chegou ao seu limite e espero que ela não seja abordada no capítulo final. Ralph Fienes (Voldemort) encarna o mal brilhantemente. É assustador vê-lo como antagonista desta franquia. Seu trabalho é no mínimo igual ao de Heath Ledger, quando interpretou o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas". E nem por isso ele recebe todo o reconhecimento que Ledger recebeu. Depois dizem que em Hollywood não há demagogia.... Alan Rickman (Snape) é brilhante desde o primeiro filme. Fornece ao seu personagem a frieza necessária para implantar a dúvida na cabeça de qualquer espectador sobre de qual lado Snape está. Tom Felton (Draco) é a perfeita representação do arrependimento. Enfim, cada atuação só engrandece esta bela produção.
Pode-se dizer que por mais que o decorrer da série deixe para trás bons personagens - como por exemplo Dobby e Olho-Tonto Moody - esta nunca perde o charme de ser uma ficção amadurecida. Ela não hesita em casar conceitos lúdicos e maduros, atraindo olhares de adultos. Para aqueles que não tiveram paciência de acompanhar os filmes até o fim, eu, pessoalmente, aconselho que assistam pelo menos o último que será lançado em 2011, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", porque com certeza, como ponto final da febre Harry Potter, será dono de uma qualidade que há muito tempo não se via. Certamente, esta franquia, que teve suas oscilações ao longo dos anos, será fechada com chave de ouro, assim como merece uma história tão bem montada pela genial J.K Rowlling.
OBS.: De longe, esta é a adaptação de um livro mais fiel que já foi lançada no cinema.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
SENNA - Crítica
De período em período, surge uma figura cujo talento ou qualquer outra característica relevante atinge uma grande quantidade de pessoas fazendo do seu nome uma referência a ser respeitada, não importa o tempo que passe. Entretanto, algumas vezes, essa personalidade extrapola os limites de ídolo, tornando-se um verdadeiro herói para o seu povo. E a confirmação desse status se consolida, quando mesmo depois de 16 anos de sua ausência, um filme que tenta reconstruir tudo o que esse herói representou alcançam os mais frágeis sentimentos do espectador e o faz relembrar com emoção o que os atos daquele indivíduo significaram. Um grande exemplo desta concepção de ídolo, de herói foi, sem sombra de dúvida o cavaleiro do asfalto Ayrton Senna.
O lançamento de "Senna", foi certamente uma surpresa para muita gente, por dois motivos: O primeiro deles é que um documentário dedicado à um dos maiores desportistas de todos os tempos não teve tanta divulgação, correndo o sério risco de afundar-se na obscuridade. O segundo, é que o filme é dirigido por um diretor de descendênscia indiana - Asif Akapadia. Esses dois fatores me levaram ao cinema desconfiado, achando que por mais que Akapadia e sua equipe fossem apaixonados pela história de Ayrton Senna, não conseguiriam remontar os mais belos momentos da carreira do piloto. Mas eu estava totalmente e felizmente enganado.
"Senna" é a mais perfeita versão da história de Ayrton. Para começar, o filme não perde tempo em seus momentos iniciais contando desde o dia em que o protagonista nasceu, toda a sua infância, como, quando e onde ingressou no kart, etc. Muito pelo contrário, o primeiro ato é uma brevíssima passagem apenas para interar os mais desinformados que Senna começou no kart antes de entrar na Fórmula 1. Primeira bela decisão de Akapadia, porque quem vai ao cinema para ver e ouvir sobre o brasileiro, quer certamente ver e ouvir sobre Fórmula 1.
Neste documentário, vemos duas faces do piloto: A primeira, e mais conhecida, de "bom moço". Rapaz humilde, religioso, sempre com um jeito sereno de falar, Senna pareceu, durante toda a vida, compromissado em colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro. E a segunda, e devo admitir que pra mim foi muito surpreendente, de um sujeito que nunca em sua vida aceitou a posição de subordinado, ainda que a sua condição realmente fosse esta. Vejam, por exemplo como Senna enfrenta periodicamente Jean-Marie Ballestre, presidente da FIA de 1986 a 1993. Muito pelo contrário, Senna sempre foi uma pessoa disposta não somente a lutar por aquilo em que acreditava e queria. Ele também sempre esteve a disposto a impor tudo isso. E o talento natural que tinha lhe dava algum crédito para que tomasse esse tipo de atitude. Isso é comprovado, numa cena na qual em uma reunião de pilotos, por maioria de votos e por iniciativa de Senna, o guard rail de um determinado circuito acaba ficando composto por cones, e não mais por pneus, como anteriormente.
E que belíssima decisão do diretor em enfatizar durante toda a projeção, aquela que aparentemente foi a maior rivalidade da história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Alain Prost. É no mínimo empolgante ver toda a trajetória que os dois traçaram juntos na modalidade. Quando Senna iniciou na Fórmula 1, Prost já tinha a sua reputação consolidada, sendo até apelidado de "professor" pelos especialistas, devido à sua forma metódica de correr. Mas o francês já viu, logo a princípio que sua condição de "piloto a ser reverenciado" estava ameaçada pelo iniciante Ayrton Senna, então correndo pela Tolleman. E esse temor se concretizou no circuito de Mônaco, no qual Senna só não ganhou a corrida, pela decisão do também francês Jean-Marie Ballestre de encerrar antecipadamente a corrida, ao que parece, para garantir a vitória de seu protegido e amigo pessoal, Alain Prost. E que jogada de mestre, no ano de 1988, a McLaren juntar as duas lendas para correrem lado a lado. Mais um motivo para que Prost, fomentasse ainda mais essa rivalidade, já que nesse ano Ayrton se sobressaiu e se sagrou campeão mundial. É extremamente curioso ver, no filme, as entrevistas que os dois concediam juntos. Apesar de esbanjarem sorrisos e brincadeiras, é perfeitamente notável que a rivalidade incendiava o interior dos dois, um querendo se sobressair ao outro. Na verdade, Senna e Prost só diferiam no estilo de correr. No restante, eles eram iguais. Possivelmente esteja aí, a nascente de toda a inimizade entre os dois. Talvez uma falha, mas que se fez necessária pelo fato de a projeção ser em homenagem ao brasileiro, foi o fato de Akapadia ter antagonizado Alain Prost ao extremo. Isso fica bem evidente numa citação do piloto na qual ele diz: "O Senna não queria só me superar. Ele queria me humilhar. Esse era o maior defeito dele". Mas, assim como eu disse foi uma falha que se fez natural. Talvez, se o filme fosse uma homenagem a Prost, Senna seria personalizado como o grande vilão.
Senna se mostrou promissor na Tolleman. Acenou com grandes perspectivas na Lottus. Virou realidade na McLaren. Mas, sempre na ambição de vencer, escolheu a Williams-Renault como próxima equipe a defender. A última equipe. A partir do momento em que Ayrton ingressa na Williams, a projeção assume um tom claramente mais melancólico. Expõe todo o conflito que Senna enfrentou com o novo carro. E que momento cruel, quando numa visão panorâmica de um circuito, letras gigantes anunciam o Grande Prêmio de San Marino. Na sexta-feira daquele fim de semana, dia 29 de abril, Barrichello sofre um grave acidente, mas sai com vida. No sábado, dia 30 de abril, Roland Ratzenberger também se acidenta, mas de forma fatal. Os dois fatores que tornaram a sempre leve expressão de Senna, numa face carrancuda, que passa a mão pelo rosto inúmeras vezes, expressando um certo presságio: alguma coisa daria errada...
Foi então que no dia 1º de Maio de 1994, a maior fatalidade da história da Fórmula 1 aconteceu. Na curva Tamburello, Ayrton Senna perdeu o controle de seu carro e colidiu com o muro, para nunca mais voltar a correr. Nunca mais, o povo brasileiro veria Senna e seus inesquecíveis gestos de patriotismo.
E é aí que mais uma vez, Asif Akapadia acerta. Durante o velório do piloto, as pessoas que foram importantes em sua vida, vão sendo evidenciadas em flashbacks. Os pais, a irmã Viviane, Ron Deni, Frank Williams, as namoradas Xuxa e Adriane Galisteu e o que talvez mais mexe com o espectador: O grande rival Alain Prost - hoje um dos colaboradores do Instituto Ayrton Senna.
Esse sem dúvida, foi o melhor documentário que eu já vi na minha vida. Ele não só remonta o que Senna foi. Ele incrementa, engrandecendo ainda mais a sua história, fazendo de Ayrton, uma personalidade a ser lembrada pelo resto da eternidade.
OBS.: Foi muito bom verificar que fatos marcantes para o brasileiro exclusivamente foram lembrados nesse filme, como tema da vitória, e a inesquecível voz de Galvão Bueno.
O lançamento de "Senna", foi certamente uma surpresa para muita gente, por dois motivos: O primeiro deles é que um documentário dedicado à um dos maiores desportistas de todos os tempos não teve tanta divulgação, correndo o sério risco de afundar-se na obscuridade. O segundo, é que o filme é dirigido por um diretor de descendênscia indiana - Asif Akapadia. Esses dois fatores me levaram ao cinema desconfiado, achando que por mais que Akapadia e sua equipe fossem apaixonados pela história de Ayrton Senna, não conseguiriam remontar os mais belos momentos da carreira do piloto. Mas eu estava totalmente e felizmente enganado.
"Senna" é a mais perfeita versão da história de Ayrton. Para começar, o filme não perde tempo em seus momentos iniciais contando desde o dia em que o protagonista nasceu, toda a sua infância, como, quando e onde ingressou no kart, etc. Muito pelo contrário, o primeiro ato é uma brevíssima passagem apenas para interar os mais desinformados que Senna começou no kart antes de entrar na Fórmula 1. Primeira bela decisão de Akapadia, porque quem vai ao cinema para ver e ouvir sobre o brasileiro, quer certamente ver e ouvir sobre Fórmula 1.
Neste documentário, vemos duas faces do piloto: A primeira, e mais conhecida, de "bom moço". Rapaz humilde, religioso, sempre com um jeito sereno de falar, Senna pareceu, durante toda a vida, compromissado em colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro. E a segunda, e devo admitir que pra mim foi muito surpreendente, de um sujeito que nunca em sua vida aceitou a posição de subordinado, ainda que a sua condição realmente fosse esta. Vejam, por exemplo como Senna enfrenta periodicamente Jean-Marie Ballestre, presidente da FIA de 1986 a 1993. Muito pelo contrário, Senna sempre foi uma pessoa disposta não somente a lutar por aquilo em que acreditava e queria. Ele também sempre esteve a disposto a impor tudo isso. E o talento natural que tinha lhe dava algum crédito para que tomasse esse tipo de atitude. Isso é comprovado, numa cena na qual em uma reunião de pilotos, por maioria de votos e por iniciativa de Senna, o guard rail de um determinado circuito acaba ficando composto por cones, e não mais por pneus, como anteriormente.
E que belíssima decisão do diretor em enfatizar durante toda a projeção, aquela que aparentemente foi a maior rivalidade da história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Alain Prost. É no mínimo empolgante ver toda a trajetória que os dois traçaram juntos na modalidade. Quando Senna iniciou na Fórmula 1, Prost já tinha a sua reputação consolidada, sendo até apelidado de "professor" pelos especialistas, devido à sua forma metódica de correr. Mas o francês já viu, logo a princípio que sua condição de "piloto a ser reverenciado" estava ameaçada pelo iniciante Ayrton Senna, então correndo pela Tolleman. E esse temor se concretizou no circuito de Mônaco, no qual Senna só não ganhou a corrida, pela decisão do também francês Jean-Marie Ballestre de encerrar antecipadamente a corrida, ao que parece, para garantir a vitória de seu protegido e amigo pessoal, Alain Prost. E que jogada de mestre, no ano de 1988, a McLaren juntar as duas lendas para correrem lado a lado. Mais um motivo para que Prost, fomentasse ainda mais essa rivalidade, já que nesse ano Ayrton se sobressaiu e se sagrou campeão mundial. É extremamente curioso ver, no filme, as entrevistas que os dois concediam juntos. Apesar de esbanjarem sorrisos e brincadeiras, é perfeitamente notável que a rivalidade incendiava o interior dos dois, um querendo se sobressair ao outro. Na verdade, Senna e Prost só diferiam no estilo de correr. No restante, eles eram iguais. Possivelmente esteja aí, a nascente de toda a inimizade entre os dois. Talvez uma falha, mas que se fez necessária pelo fato de a projeção ser em homenagem ao brasileiro, foi o fato de Akapadia ter antagonizado Alain Prost ao extremo. Isso fica bem evidente numa citação do piloto na qual ele diz: "O Senna não queria só me superar. Ele queria me humilhar. Esse era o maior defeito dele". Mas, assim como eu disse foi uma falha que se fez natural. Talvez, se o filme fosse uma homenagem a Prost, Senna seria personalizado como o grande vilão.
Senna se mostrou promissor na Tolleman. Acenou com grandes perspectivas na Lottus. Virou realidade na McLaren. Mas, sempre na ambição de vencer, escolheu a Williams-Renault como próxima equipe a defender. A última equipe. A partir do momento em que Ayrton ingressa na Williams, a projeção assume um tom claramente mais melancólico. Expõe todo o conflito que Senna enfrentou com o novo carro. E que momento cruel, quando numa visão panorâmica de um circuito, letras gigantes anunciam o Grande Prêmio de San Marino. Na sexta-feira daquele fim de semana, dia 29 de abril, Barrichello sofre um grave acidente, mas sai com vida. No sábado, dia 30 de abril, Roland Ratzenberger também se acidenta, mas de forma fatal. Os dois fatores que tornaram a sempre leve expressão de Senna, numa face carrancuda, que passa a mão pelo rosto inúmeras vezes, expressando um certo presságio: alguma coisa daria errada...
Foi então que no dia 1º de Maio de 1994, a maior fatalidade da história da Fórmula 1 aconteceu. Na curva Tamburello, Ayrton Senna perdeu o controle de seu carro e colidiu com o muro, para nunca mais voltar a correr. Nunca mais, o povo brasileiro veria Senna e seus inesquecíveis gestos de patriotismo.
E é aí que mais uma vez, Asif Akapadia acerta. Durante o velório do piloto, as pessoas que foram importantes em sua vida, vão sendo evidenciadas em flashbacks. Os pais, a irmã Viviane, Ron Deni, Frank Williams, as namoradas Xuxa e Adriane Galisteu e o que talvez mais mexe com o espectador: O grande rival Alain Prost - hoje um dos colaboradores do Instituto Ayrton Senna.
Esse sem dúvida, foi o melhor documentário que eu já vi na minha vida. Ele não só remonta o que Senna foi. Ele incrementa, engrandecendo ainda mais a sua história, fazendo de Ayrton, uma personalidade a ser lembrada pelo resto da eternidade.
OBS.: Foi muito bom verificar que fatos marcantes para o brasileiro exclusivamente foram lembrados nesse filme, como tema da vitória, e a inesquecível voz de Galvão Bueno.
sábado, 16 de outubro de 2010
RETORNO - Depois de mais alguns meses...
Muita gente pode até achar que eu esqueci do blog que eu criei a muitos meses atrás. Mas a verdade é que o único motivo por este não ganhar novas postagens periodicamente é a falta de tempo. Mas sempre que tenho uma folga - e sempre que lembro - aqui estou eu.
Minha ultima postagem foi no longínquo 9 de julho, sobre o Enem. Vejamos, de lá pra cá quanta coisa o blog nem sequer divulgou:
- No cenário nacional tivemos o clima eleitoral - que ainda paira entre nós - com algumas campanhas apelativas, algumas elaboradas e algumas que boiaram na simplicidade, sem nunca conquistar um número considerável de eleitores. Tivemos a intensa disputa que se prorroga até o final de outubro entre Dilma Roussef, do PT e José Serra, do PSDB, ambos disputando o cargo político mais alto do Brasil. Algumas ascenções interessantes puderam ser notadas, como Marina Silva do PV, também candidata à presidência, e Celso Russomano do PP, candidato ao governo de São Paulo. Mas pelo que parece, nada superou o "fenômeno Tiririca", deputado federal eleito com o maior número de votos no país. Interessante notar como a sua eleição se contrapõe ao seu slogan de campanha, "pior que tá não fica". Ignorantes aqueles que pensam que protestam ao votar em candidatos desse tipo.
- No cenário internacional, tivemos todo o drama vivido pelos mineiros do Chile, que passaram 64 dias soterrados. Inclusive, foi admirável o processo de resgate feito, algo bem elaborado que proporcionou extrema segurança e eficácia mesmo numa situação tão complicada quanto esta. Graças a Deus todas as 33 vítimas estão bem.
- No cinema, tivemos coisas boas, ruins e forçadas desde então. As coisas boas, como "Tropa de Elite 2", que traz mais um trabalho impecável de José Padilha (Diretor), Wagner Moura (Nascimento - agora coronel) e toda a produção. Vale o dinheiro gasto no ingresso. As coisas ruins variam entre a decepção e a decadência. A decepção está - infelizmente - no filme "Nosso Lar" que afoga todas as expectativas que o seu trailer e a própria obra de Chico Xavier lançaram no público, tanto aqueles mais afccionados ou engajados no espiritismo, quanto para aqueles que apenas se interessam pelo gênero. Plasticamente o filme é até eficiente - veja a boa qualidade na reprodução do Umbral, ou do próprio Nosso Lar - mas peca por não ter uma equipe intuitiva o suficiente para nos fazer crer no filme. As interpretações são simplesmente horríveis. A direção é calamitosa. A trilha sonora é inútil. Ou seja, a produção como um todo, parece descompromissada com a grandiosidade e o conhecimento que a obra original tem. É com certeza uma pena. E a decadência que eu havia citado mais acima, está no lançamento da continuação da franquia "Nanny McPhee". Mas a decadência não está na produção em si, porque o primeiro filme já parece - não tive nem coragem de assistir - ser uma bela porcaria. A decadência da qual eu me refiro são dos atores que integram esta projeção, nomes que sem dúvida tem um certo reconhecimento merecido - como Emma Thompson, ou Maggie Gylenhaal. Mas por que aceitaram um trabalho tão... embaraçoso? E por fim, quando digo "coisas forçadas do cinema", me refiro ao relançamento de "Avatar" no cinema. Esta versão especial possui 8 minutos adcionais, mas que certamente não devem melhorar a qualidade questionável do original. O que James Cameron não faz para faturar mais uns trocados, hein? - como se ele precisasse disso...
- No futebol, o Inter sagrou-se campeão da Libertadores. A temporada européia já começou, e o Brasileirão está pegando fogo! No momento, a briga pela liderança está entre o surpreendente Cruzeiro (jamais pensei que o Cuca fosse liderar alguma coisa um dia), o duvidoso Fluminense (olha o Muricy reprisando o que ajudou a fazer com o Palmeiras em 2009) e o decadente Corinthians (que depois da passagem meteórica de Adilson Batista pelo comando da equipe, está a procura de um técnico. O nome de Tite deve ser anunciado nos próximos dias). Descendo um pouco mais na tabela vemos times que estão surpreendendo, como é o caso do Atlético-PR, ou do Botafogo. O Santos está vivo na briga pelo título, mas sinceramente não merece. Não depois do que fez com Dorival Júnior, unicamente para defender a imagem do personalista Neymar. O São Paulo, agora de Carpegiani parece que também está vivo ainda, mas só deve aspirar mesmo uma vaga na Libertadores. Caso similar é o do Palmeiras, de Luís Felipe Scollari, que depois de uma fase de dar dó até em corintiano, tem ascendido no campeonato, com a ajuda mais notória de Kléber, Valdívia e as cobranças de falta mortais de Marcos Assunção. O Flamengo de Luxemburgo, parece que está ressucitando. Já são 3 jogos sem derrota. Pobre Atlético-MG, que se encontra em situação complicada na tabela. Nem Obina, Diego Souza e Diego Tardeli estão conseguindo dar jeito. É hora de Dorival Júnior mostrar de novo que é um técnico de qualidade.
- Na televisão algumas novidades merecem destaque, como a notícia de que Sílvio Santos vai se aposentar. Os programas dele podem até ser bregas, mas alguém consegue imaginar as tardes de domingo sem Sílvio Santos na TV? Separações de casamentos que já tinham longa data, como o de Cláudia Raia e Édson Celulari também pegaram muita gente de surpresa. Reallity Shows ridículos foram lançados, como "Hipertensão" da Rede Globo, e "A Fazenda 3" da Record, um pior que o outro.
- No cenário criminal, fãs do futebol foram surpreendidos com o "Caso Bruno", que é acusado de ser mandatário do assassinato de sua ex-namorada. Temos alguns casos que também foram notícia, como o "Caso Mércia", e o desfecho do "Caso Isabella" que consistiu na condenação do casal Nardoni.
- Algumas celebridades internacionais também deram o que falar nesse meio tempo. Charlie Sheen, astro da série "Two and a Half Men" foi acusado de agressão à sua mulher. Este também é o caso de Mel Gibson, cujas ameaças de agressão à sua ex-namorada foram divulgadas. E Lindsay Lohan, que passa por um drama pessoal tremendo, não consegue sair da prisão.
Bom... acho que é isso! Tentei fazer um apanhado geral do que eu deixei para trás. Certamente, devem ter coisas mais importantes do que esta que eu postei aqui, mas que eu não estou lembrando agora, portanto, se vocês leitores lembrarem, não deixem de comentar, 0k? Grande abraço a todos, e espero conseguir postar com mais frequência.
Minha ultima postagem foi no longínquo 9 de julho, sobre o Enem. Vejamos, de lá pra cá quanta coisa o blog nem sequer divulgou:
- No cenário nacional tivemos o clima eleitoral - que ainda paira entre nós - com algumas campanhas apelativas, algumas elaboradas e algumas que boiaram na simplicidade, sem nunca conquistar um número considerável de eleitores. Tivemos a intensa disputa que se prorroga até o final de outubro entre Dilma Roussef, do PT e José Serra, do PSDB, ambos disputando o cargo político mais alto do Brasil. Algumas ascenções interessantes puderam ser notadas, como Marina Silva do PV, também candidata à presidência, e Celso Russomano do PP, candidato ao governo de São Paulo. Mas pelo que parece, nada superou o "fenômeno Tiririca", deputado federal eleito com o maior número de votos no país. Interessante notar como a sua eleição se contrapõe ao seu slogan de campanha, "pior que tá não fica". Ignorantes aqueles que pensam que protestam ao votar em candidatos desse tipo.
- No cenário internacional, tivemos todo o drama vivido pelos mineiros do Chile, que passaram 64 dias soterrados. Inclusive, foi admirável o processo de resgate feito, algo bem elaborado que proporcionou extrema segurança e eficácia mesmo numa situação tão complicada quanto esta. Graças a Deus todas as 33 vítimas estão bem.
- No cinema, tivemos coisas boas, ruins e forçadas desde então. As coisas boas, como "Tropa de Elite 2", que traz mais um trabalho impecável de José Padilha (Diretor), Wagner Moura (Nascimento - agora coronel) e toda a produção. Vale o dinheiro gasto no ingresso. As coisas ruins variam entre a decepção e a decadência. A decepção está - infelizmente - no filme "Nosso Lar" que afoga todas as expectativas que o seu trailer e a própria obra de Chico Xavier lançaram no público, tanto aqueles mais afccionados ou engajados no espiritismo, quanto para aqueles que apenas se interessam pelo gênero. Plasticamente o filme é até eficiente - veja a boa qualidade na reprodução do Umbral, ou do próprio Nosso Lar - mas peca por não ter uma equipe intuitiva o suficiente para nos fazer crer no filme. As interpretações são simplesmente horríveis. A direção é calamitosa. A trilha sonora é inútil. Ou seja, a produção como um todo, parece descompromissada com a grandiosidade e o conhecimento que a obra original tem. É com certeza uma pena. E a decadência que eu havia citado mais acima, está no lançamento da continuação da franquia "Nanny McPhee". Mas a decadência não está na produção em si, porque o primeiro filme já parece - não tive nem coragem de assistir - ser uma bela porcaria. A decadência da qual eu me refiro são dos atores que integram esta projeção, nomes que sem dúvida tem um certo reconhecimento merecido - como Emma Thompson, ou Maggie Gylenhaal. Mas por que aceitaram um trabalho tão... embaraçoso? E por fim, quando digo "coisas forçadas do cinema", me refiro ao relançamento de "Avatar" no cinema. Esta versão especial possui 8 minutos adcionais, mas que certamente não devem melhorar a qualidade questionável do original. O que James Cameron não faz para faturar mais uns trocados, hein? - como se ele precisasse disso...
- No futebol, o Inter sagrou-se campeão da Libertadores. A temporada européia já começou, e o Brasileirão está pegando fogo! No momento, a briga pela liderança está entre o surpreendente Cruzeiro (jamais pensei que o Cuca fosse liderar alguma coisa um dia), o duvidoso Fluminense (olha o Muricy reprisando o que ajudou a fazer com o Palmeiras em 2009) e o decadente Corinthians (que depois da passagem meteórica de Adilson Batista pelo comando da equipe, está a procura de um técnico. O nome de Tite deve ser anunciado nos próximos dias). Descendo um pouco mais na tabela vemos times que estão surpreendendo, como é o caso do Atlético-PR, ou do Botafogo. O Santos está vivo na briga pelo título, mas sinceramente não merece. Não depois do que fez com Dorival Júnior, unicamente para defender a imagem do personalista Neymar. O São Paulo, agora de Carpegiani parece que também está vivo ainda, mas só deve aspirar mesmo uma vaga na Libertadores. Caso similar é o do Palmeiras, de Luís Felipe Scollari, que depois de uma fase de dar dó até em corintiano, tem ascendido no campeonato, com a ajuda mais notória de Kléber, Valdívia e as cobranças de falta mortais de Marcos Assunção. O Flamengo de Luxemburgo, parece que está ressucitando. Já são 3 jogos sem derrota. Pobre Atlético-MG, que se encontra em situação complicada na tabela. Nem Obina, Diego Souza e Diego Tardeli estão conseguindo dar jeito. É hora de Dorival Júnior mostrar de novo que é um técnico de qualidade.
- Na televisão algumas novidades merecem destaque, como a notícia de que Sílvio Santos vai se aposentar. Os programas dele podem até ser bregas, mas alguém consegue imaginar as tardes de domingo sem Sílvio Santos na TV? Separações de casamentos que já tinham longa data, como o de Cláudia Raia e Édson Celulari também pegaram muita gente de surpresa. Reallity Shows ridículos foram lançados, como "Hipertensão" da Rede Globo, e "A Fazenda 3" da Record, um pior que o outro.
- No cenário criminal, fãs do futebol foram surpreendidos com o "Caso Bruno", que é acusado de ser mandatário do assassinato de sua ex-namorada. Temos alguns casos que também foram notícia, como o "Caso Mércia", e o desfecho do "Caso Isabella" que consistiu na condenação do casal Nardoni.
- Algumas celebridades internacionais também deram o que falar nesse meio tempo. Charlie Sheen, astro da série "Two and a Half Men" foi acusado de agressão à sua mulher. Este também é o caso de Mel Gibson, cujas ameaças de agressão à sua ex-namorada foram divulgadas. E Lindsay Lohan, que passa por um drama pessoal tremendo, não consegue sair da prisão.
Bom... acho que é isso! Tentei fazer um apanhado geral do que eu deixei para trás. Certamente, devem ter coisas mais importantes do que esta que eu postei aqui, mas que eu não estou lembrando agora, portanto, se vocês leitores lembrarem, não deixem de comentar, 0k? Grande abraço a todos, e espero conseguir postar com mais frequência.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
ENEM - Atenção!!!
Galera, fiquem atentos para as inscrições do ENEM. Elas foram prolongadas, porque a data inicial estipulada para se encerrarem as inscrições eram hoje (9 de julho). Entretanto, essa tada foi prorrogada até o dia 16 de julho, a próxima sexta feira. O valor da inscrição é de R$ 35,00 a serem pagos em boleto bancário.
Talvez alguns alunos se sintam desestimulados a fazerem, pela notícia de que o ENEM não vai valer para a FUVESTe nem para a UNICAMP. Mas ainda assim é bom se inscrever, para efeito de experiência em provas do gênero. E além disso, a notícia de que não influenciará na FUVEST e na UNICAMP não foi confirmada com certeza. Portanto, o meu conselho é de que vocês se inscrevam.
Bom estudo e abraço a todos!
Talvez alguns alunos se sintam desestimulados a fazerem, pela notícia de que o ENEM não vai valer para a FUVESTe nem para a UNICAMP. Mas ainda assim é bom se inscrever, para efeito de experiência em provas do gênero. E além disso, a notícia de que não influenciará na FUVEST e na UNICAMP não foi confirmada com certeza. Portanto, o meu conselho é de que vocês se inscrevam.
Bom estudo e abraço a todos!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
COPA DO MUNDO - A grande final!
A quase um mês atrás, dia 11 de junho, iniciava-se a disputa pela realização de um sonho que era dividido por 32 times. Por 32 nações! Estava aberta a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
No decorrer do campeonato, tivemos algumas surpresas. Favoritas como Itália e França foram eliminadas na primeira fase. Vimos na primeira fase também o sofrimento dos anfitriões, que foram desclassificados. Assistimos a euforia de seleções como Japão, Gana, México e Uruguai se sobressaírem ao futebol europeu, e garantirem vaga na fase eliminatória. Foi aí também, que acompanhamos a ascensão de seleções que após um desempenho mais que satisfatório, solidificou seu nome no grupo dos "favoritos". A Argentina de Maradona, foi considerada por muitos a campeã. Que erro terrível! Mal sabiam que a Argentina era tão vulnerável quanto qualquer outra seleção de porte menor. A Holanda, que "honrava" o continente europeu, venceu todas as suas partidas e se classificou com 9 pontos incontestáveis. A Fúria, a Espanha, assustou no começo, perdendo pra modesta Suíça, mas depois, na obrigação de conter lágrimas espanholas precoces, bateu seus outros dois adversários e se garantiu nas oitavas juntamente com o Chile. Aqui, o nosso país parou por três vezes, mas somente dois deles valeram a pena. A massa brasileira se mobilizou para ver uma vitória opaca contra a Coréia do Norte (2 a 1), outra brilhante e brigada contra a Costa do Marfim (3 a 1) e um empate que servia como alerta contra a seleção de Portugal (0 a 0). Entretanto, tudo isso serviu para que garantíssemos o privilégio de jogar contra a interessante seleção chilena nas oitavas. O jogo foi fácil demais: 3 a 0 Brasil. O povo se encheu de esperança. Ainda mais porque em seguida pegaríamos nossos tradicionais "fregueses": A Holanda, derrotada em 1994, 1998 e outras ocasiões por esse mesmo Brasil. Seria mais uma vez, a hora do Brasil. Mas não foi isso que aconteceu. De virada os holandeses adiaram por mais quatro anos o sonho do hexa. 2 a 1 para os europeus.
Essa Copa também foi marcada por decepções individuais. Lionel Messi (ARG), Cristiano Ronaldo (POR), Kaká (BRA), Wayne Rooney (ING), Ribery e Thiery Henry (FRA) e Danielle De Rossi (ITA) decepcionaram as suas torcidas porque jogaram muito menos do que se esperava. Destaque negativo - e põe negativo nisso - para Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney que não jogaram rigorosamente nada!
Em contrapartida, grandes nomes brilharam nesta Copa. David Villa, da Espanha e Robben e Sneijder, da Holanda concorrem seriamente ao prêmio de craque da Copa. Outros também são merecedores de muitos elogios. Diego Forlán e Diego Lugano carregaram a seleção uruguaia até as semi-finais. Gyan representou a seleção de Gana com muita personalidade - apesar de ter perdido um pênalti que poderia ter levado a sua seleção a uma inédita semi-final. Müller, Klose, Özil e Lucas Podolski encheram os olhos dos alemães até serem eliminadas pela bem organizada Espanha.
Passou-se um mês desde o início. As duas seleções mais bem preparadas se enfrentam em uma final que nunca havia acontecido antes. A Holanda tem uma nova oportunidade de conquistar o título. Depois de perder duas finais, a laranja mecânica pode finalmente desencantar. Do outro lado, a Espanha luta para afugentar de vez a fama de "pipoqueira" e ganhar um título inédito, coroando um projeto que se iniciou no longínquo 2002, quando foram escalados jogadores jovens (Iker Casillas, Carles Puyol) para que se ganhasse experiência, chegando em 2010 pronto para faturar a Copa do Mundo. Quem vence? A Laranja Mecânica ou a Fúria Espanhola.
Meu palpite:
Espanha 2x1 Holanda
Seja qual for o resultado, esta Copa foi marcada por jogos recheados de pura adrenalina e emoção, aonde os mínimos detalhes decidiram os finalistas. Acabou mais uma vez o maior evento desportivo do mundo inteiro. Agora, começa uma nova espera e uma nova preparação, para daqui a quatro anos, ser a nossa vez de organizar e mandar numa Copa. A torcida e as seleções se reencontram na Copa do Mundo de 2014, no nosso Brasil.
No decorrer do campeonato, tivemos algumas surpresas. Favoritas como Itália e França foram eliminadas na primeira fase. Vimos na primeira fase também o sofrimento dos anfitriões, que foram desclassificados. Assistimos a euforia de seleções como Japão, Gana, México e Uruguai se sobressaírem ao futebol europeu, e garantirem vaga na fase eliminatória. Foi aí também, que acompanhamos a ascensão de seleções que após um desempenho mais que satisfatório, solidificou seu nome no grupo dos "favoritos". A Argentina de Maradona, foi considerada por muitos a campeã. Que erro terrível! Mal sabiam que a Argentina era tão vulnerável quanto qualquer outra seleção de porte menor. A Holanda, que "honrava" o continente europeu, venceu todas as suas partidas e se classificou com 9 pontos incontestáveis. A Fúria, a Espanha, assustou no começo, perdendo pra modesta Suíça, mas depois, na obrigação de conter lágrimas espanholas precoces, bateu seus outros dois adversários e se garantiu nas oitavas juntamente com o Chile. Aqui, o nosso país parou por três vezes, mas somente dois deles valeram a pena. A massa brasileira se mobilizou para ver uma vitória opaca contra a Coréia do Norte (2 a 1), outra brilhante e brigada contra a Costa do Marfim (3 a 1) e um empate que servia como alerta contra a seleção de Portugal (0 a 0). Entretanto, tudo isso serviu para que garantíssemos o privilégio de jogar contra a interessante seleção chilena nas oitavas. O jogo foi fácil demais: 3 a 0 Brasil. O povo se encheu de esperança. Ainda mais porque em seguida pegaríamos nossos tradicionais "fregueses": A Holanda, derrotada em 1994, 1998 e outras ocasiões por esse mesmo Brasil. Seria mais uma vez, a hora do Brasil. Mas não foi isso que aconteceu. De virada os holandeses adiaram por mais quatro anos o sonho do hexa. 2 a 1 para os europeus.
Essa Copa também foi marcada por decepções individuais. Lionel Messi (ARG), Cristiano Ronaldo (POR), Kaká (BRA), Wayne Rooney (ING), Ribery e Thiery Henry (FRA) e Danielle De Rossi (ITA) decepcionaram as suas torcidas porque jogaram muito menos do que se esperava. Destaque negativo - e põe negativo nisso - para Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney que não jogaram rigorosamente nada!
Em contrapartida, grandes nomes brilharam nesta Copa. David Villa, da Espanha e Robben e Sneijder, da Holanda concorrem seriamente ao prêmio de craque da Copa. Outros também são merecedores de muitos elogios. Diego Forlán e Diego Lugano carregaram a seleção uruguaia até as semi-finais. Gyan representou a seleção de Gana com muita personalidade - apesar de ter perdido um pênalti que poderia ter levado a sua seleção a uma inédita semi-final. Müller, Klose, Özil e Lucas Podolski encheram os olhos dos alemães até serem eliminadas pela bem organizada Espanha.
Passou-se um mês desde o início. As duas seleções mais bem preparadas se enfrentam em uma final que nunca havia acontecido antes. A Holanda tem uma nova oportunidade de conquistar o título. Depois de perder duas finais, a laranja mecânica pode finalmente desencantar. Do outro lado, a Espanha luta para afugentar de vez a fama de "pipoqueira" e ganhar um título inédito, coroando um projeto que se iniciou no longínquo 2002, quando foram escalados jogadores jovens (Iker Casillas, Carles Puyol) para que se ganhasse experiência, chegando em 2010 pronto para faturar a Copa do Mundo. Quem vence? A Laranja Mecânica ou a Fúria Espanhola.
Meu palpite:
Espanha 2x1 Holanda
Seja qual for o resultado, esta Copa foi marcada por jogos recheados de pura adrenalina e emoção, aonde os mínimos detalhes decidiram os finalistas. Acabou mais uma vez o maior evento desportivo do mundo inteiro. Agora, começa uma nova espera e uma nova preparação, para daqui a quatro anos, ser a nossa vez de organizar e mandar numa Copa. A torcida e as seleções se reencontram na Copa do Mundo de 2014, no nosso Brasil.
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