quinta-feira, 4 de agosto de 2011

VIDEO - A oração que não deu certo

O safado do anjinho da guarda estava de férias...



quinta-feira, 28 de julho de 2011

VIDEO - As sacolas oxibiodegradáveis

Veja só que resistência tem essas sacolas!


quinta-feira, 21 de julho de 2011

VIDEO - O mulequinho quer jogar rugby

Ainda não consegui descobrir que resposta a repórter esperava...



segunda-feira, 18 de julho de 2011

HARRY POTTER E AS RELIQUIAS DA MORTE (PT 2) - Crítica



No final da década de 90, época em que a literatura em geral, sofria um período de clara estagnação, a então desconhecida Joanne Kathleen Rowling nos ofereceu o primeiro grande fruto de sua imaginação: Harry Potter e a Pedra Filosofal vendeu mais de 120 milhões de livros ao redor do mundo, garantindo à sua autora a atenção do público. Todos despertaram para o que parecia ser uma genialiade incomum. Naquele livro simples, de menos de 300 páginas, havia com certeza o dom de escrita e mais do que isso, o dom de fazer desta escrita a febre que perdurou ao longo de toda a década seguinte.


O grande sucesso literário então, ganhou vida nos cinemas em 2001, quando a Warner encarou a grande (e promissora, é verdade) responsabilidade de converter toda a franquia em linhas, para a franquia em cenas. A partir daí, a série passou pelas mãos de quatro diretores. Para a nossa alegria, apreciadores da saga, as últimas mãos foram também as mais talentosas: as do diretor David Yates, que conduziu com maestria os quatro últimos filmes da franquia.


Quando surgiu a notícia de que o último capítulo seria divido em dois filmes, um preconceito, hoje eu vejo, sem sentido já me atingiu. Achei que uma série de tanto sucesso teria um desfecho desnecessariamente fragmentado. Mas hoje, eu sou obrigado a reverenciar e aplaudir uma decisão corajosa que concedeu à esta saga o final maravilhoso que ela merecia.


E devo dizer que David Yates é, sem a menor sombra de dúvida, um dos diretores mais habilidosos que eu já vi. É difícil profetizar se os próximos trabalhos do cineasta reafirmarão este conceito, mas na sexta-feira, dia 15/07/2011 - data de estreia do longa - tive que reconhecer a competência de um homem que criou a nítida sensação de que todos os outros filmes foram feitos em função de um desfecho que, em suas respectivas épocas de produção não eram conhecidos por ninguém, talvez nem mesmo pela própria autora dos livros.


Não seria possível encerrar a febre Harry Potter de maneira tão perfeita quanto esta. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 não para, um minuto sequer, de mexer com todos os nossos sentimentos, fazendo com que todos eles se misturem. A adrenalina é extravasada em lágrimas de emoção, as risadas são manifestadas em espasmos de apreensão. Não há como descrever de maneira exata, a sensação que se tem ao assistir esta impecável obra.


E se elogiei, na crítica de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 as atuações, nesta projeção, os atores beiram a perfeição. Os destaques vão mais uma vez para Daniel Radcliffe (Harry Potter) e Ralph Fiennes (Voldemort) que formaram a dupla de adversários mais fascinante do cinema nos últimos tempos. Que inspiração admirável a encarnada pelos dois atores ao exaltarem o ódio que sentem um pelo outro! É notável que essa superação se deu pela absorção de responsabilidade que sabiam que tinham, por se tratar do último filme.


David Yates esbanja sua habilidade ao colocar de forma sensitiva o tom fúnebre que a história exige, quando mostra numa sequência de tomadas os cadáveres dos que batalharam. Quando os espectadores sentem a dor da perda de personagens fictícios, é um claro sinal de que a produção funciona com exímia eficiência. E o diretor ainda acerta em incrementar detalhes que, segundo a tradução de Lia Wyler (tradutora oficial de J.K Rowlling para o Brasil), não constam no último livro.


No final das contas, a história fantasiosa de um bruxinho que vai à um castelo ter aulas de magia, tem muito mais a oferecer do que se imaginava. A história de Harry Potter penetra em nossas mentes deixando um legado que pode ser traduzido em coragem e acima de tudo, em lealdade. O personagem que ficou em evidência por mais de dez anos, agora vai embora, se transformando num ícone de sua época. As gerações seguintes lerão os livros e assistirão os filmes, mas não terão a menor noção de como foi acompanhar esta jornada em tempo real. Está fechada com chave de ouro, a história que nos fez acreditar naquilo que as lendas tinham de mais fantasioso, no que nunca sonhávamos em admirar. Encerra-se a febre. A ansiedade por novas histórias se transforma em saudades das antigas. É hora de viver sem "o menino que sobreviveu". Infelizmente, agora é preciso assimilar e aceitar os dizeres do cartaz acima: "Tudo acaba!"




domingo, 12 de junho de 2011

KUNG FU PANDA 2 - Crítica

O CGI é certamente a técnica cinematográfica que mais vem sendo aprimorada nas últimas décadas. Utilizado tanto como mero recurso visual, como também alicerce para uma produção, o estilo vem se enriquecendo com o decorrer dos anos, demonstrando que pode tranquilamente substituir o live-action quando a circunstância exigir. Talvez hoje em dia, a única certeza de quem vai ao cinema assistir os mais recentes filmes do gênero animação, é a de que vão ver uma projeção riquíssima em detalhes e com jogos de câmeras incrivelmente realistas, fator que por si só já gratifica aquele espectador que adora um efeito gráfico, desde os mais psicodélicos até os mais suaves. Não é mais segredo para ninguém de que atualmente, os filmes feitos em CGI possuem uma hierarquia que vem se evidenciando já a algum tempo. No topo desta dita hierarquia, está a Disney/Pixar autora dos mais fabulosos filmes realizados pela computação gráfica. Bem atrás, está a DreamWorks cujo feito mais memorável foram - apenas! - os dois primeiros filmes da franquia Shrek. E correndo por fora, a BlueSky (dona da boa franquia A Era do Gelo), Sony Enterteinment, entre outras. Reafirmando a ideia, todas estas apresentam aspectos técnicos excepcionais - excetuando a Disney/Pixar que atinge a perfeição de acordo com o máximo que os computadores ainda podem oferecer.

Por isso, a belíssima imagem de um cinema é o que faz este fraco Kung Fu Panda 2 valer a sua uma hora e meia de duração (aproximadamente). O que certamente garante todo o seu reconhecimento exclusivamente em seu período em cartaz. Depois disso, o filme deve cair no esquecimento.

O que a DreamWorks - produtora da projeção - parece não entender é que uma animação não precisa necessariamente ser em sua maior parte de cunho infantil. Se no original a sequencia de introdução já soa bobinha, nesta continuação a introdução soa "para menores de 3 anos". Reparem a diferença de nível intelectual de introduções de obras-primas da Disney/Pixar, como Os Incríveis, Carros, Toy Story 3, para esta raza animação.

Infelizmente a mentalidade da diretora Jennifer Yuh parou na década de 90 e não evoluiu com os filmes lançados desde então. Os protagonistas não precisam mais serem bobos ao extremo, oferecendo um humor às vezes parecido com a série (que hoje não teria sucesso nenhum) clássica Os Três Patetas - ainda que Poh, o personagem principal tenha alguns momentos divertidos neste longa. Os vilões não precisam mais serem inexplicavelmente abomináveis e cruéis. Muito pelo contrário, eles precisam ter a sua profundidade e a origem de sua maldade - ainda que se bem construídos descartam até mesmo a segunda exigência, haja visto o Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas. E, talvez o mais importante: O público não é mais o mesmo que era na década de 90. Portanto, todos os elementos que compunham uma obra daquele tempo devem ser obrigatoriamente extintos de um filme contemporâneo - pelo menos um que se preocupe em ser no mínimo razoável.

O pior é que o tipo de humor escolhido para esta animação não é bem definido. Se em algumas tomadas vemos os velhos clichezinhos - que a DreamWorks adora usar diga-se de passagem - em outros poucos momentos tiradas inteligentíssimas foram incluídas. (Uma em particular do Louva-Deus é de longe a melhor piada do filme. A grande prova é que foi usada duas vezes no mesmo filme)

Outro fator que merece destaque negativo é o de que os roteiristas Glenn Berger e Jonathan Abiel se atrapalharam ao escrever o filme. Talvez afim de desenvolver uma subtrama que pudesse se desenrolar paralelamente com o enredo principal, a dupla não conseguiu dar profundidade emocional nenhuma ao contar a origem do urso Poh. Cientes disto, para tentar salvar o trabalho malfeito, tentaram desesperadamente encaixar uma sequencia de flashbacks acompanhados de um tom muscial agudo. O resultado... "Que saudade de Toy Story 3".

Mas e as cenas de ação do filme? Um filme que tem "Kung-Fu" em seu título, não poderia deixar de lado a modalidade de luta da qual inicialmente propõe. Bem, particularmente confesso que não entendo de luta, mas desafio alguem que entenda a tentar identificar o estilo empregado na projeção. Jennifer Yuh utiliza-se de uma dinâmica exageradamente rápida nas sequências de ação, impossibilitando a visualização precisa do que se trata aquilo. O que eu, leigo no assunto, vi foi um monte de bichinhos se pegando na porrada de modo desordenado e desesperado.

Entretanto a grande incógnita do filme é a Tigresa - personagem dublada originalmente por Angelina Jolie. Estou esperando até agora as explicações que são implicitamente prometidas no início do filme: Por que ela é tão séria? Qual é a origem dela? Por que fica sensível de uma hora pra outra? Quem souber, atire a primeira pedra.

Nenhum personagem novo nesta continuação vale a pena. A cabra velha é um personagem chato e sem conteúdo. O vilão parece mais um personagem secundário - a grande prova de sua falta de presença é que eu não me lembro do nome dele. Os grandes mestres do Kung Fu (personalizados num boi e num jacaré) são quase transparentes. O resultado desta grande mistura horrível é que em nenhum momento a ameaça apresentada pela história parece real. Ela nem é de fato ameaçadora, contrapondo o próprio conceito.

Um ponto a ser elogiado é a dublagem brasileira. Lúcio Mauro Filho faz um novo excelente trabalho como o protagonista, o que contraria a - quase - regra de que dublagem feita por não-dubladores é um lixo. Não é mesmo Luciano Huck?!

Concluindo, Kung Fu Panda 2 parece mais uma jogada de marketing barata da DreamWorks, que serve para render lucros no setor comercial de brinquedos, já que as crianças de um modo geral só querem ter nas mãos os personagens que viram na tela. Assim, a produtora joga fora uma excelente oportunidade de passar a frente ao menos uma vez à sua principal concorrente, que lançará o pouquíssimo divulgado e esperado Carros 2 - que a julgar o trabalho pré-estreia que vem sendo feito, deixa muito a desejar a seus antecessores. Mas mesmo que a fraca ambição do novo filme da Disney/Pixar se confirme, a produtora deste Kung Fu Panda 2 precisa entender que as animações deixaram pra trás a muitíssimo tempo o propósito exclusivo de serem simplesmente "bonitinhas". O gênero pode - e deve - oferecer muito mais que isso.

OBS.: Para encerrar um trabalho ruim, o filme possui um final inteiramente desnecessário.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CISNE NEGRO - Crítica

A cada ano que passa, alguns poucos filmes alcançam um certo destaque e entram para o hall de favoritos a conquistar premiações nas diversas cermônias dedicadas ao cinema. Na edição do Academy Awards (Oscar) de 2009, as grandes sensações eram Batman - O Cavaleiros das Trevas e Quem Quer Ser um Milionário?. Em 2010, foi a vez do diretor James Cameron e sua badalada obra Avatar atraírem a atenção da maioria da população. Atenção, que foi comprovadamente desmerecida, já que na entrega da estatueta dourada Guerra ao Terror, filme de Katheryn Biggelow desbancou a "revolucionária" produção de Cameron.

Este ano, então, não poderia ser diferente dos anteriores. Temos em exposição obras que alguns críticos elogiam, sem medo de serem exagerados. Filmes como A Rede Social, O Discurso do Rei, Bravura Indômita, O Vencedor, Toy Story 3, A Origem e Cisne Negro já foram indicados para a categoria de Melhor Filme. E é claro, são estes filmes mais valorizados que sempre despertam a atenção do público.

Bem, a cada ano que passa, os associdados da Academia e os grandes influentes do cinema perdem mais credibilidade. Na esperança de que o exagerado reconhecimento de Avatar tivesse sido um simples equívoco por parte dos mesmos, sábado dia 12 de fevereiro, fui ao cinema - muitíssimo bem acompanhado, diga-se de passagem - ansioso por ver uma bela produção chamada Cisne Negro. Mas, infelizmente, não vi o que queria. Ou então entrei na sessão de uma versão alternativa da produção da qual com certeza deveria se chamar Cisne Tarado (abaixo explicarei melhor o título postiço)

A verdade, é que Darren Aronofsky (diretor) tomou todas as decisões erradas, com uma história que até poderia render um bom filme. Porque Cisne Negro é, acima de tudo um filme que exige reflexão do espectador. Muita reflexão. Isso, não quer dizer que o filme possua um roteiro com alto grau intelectual, ou até mesmo uma trama emaranhada, cuja compreensão exija raciocínio do seu público. Uma pena, pois a projeção aguça a curiosidade e a atenção nos primeiros atos, mas o seu desfecho vai se modelando sem satisfazer a sede causada a princípio.

A primeira decisão errada de Aronofsky é a forma com a qual optou por rodar o filme. Sempre com a câmera muito próxima ao rosto dos atores, raramente se vê uma tomada de corpo inteiro, compondo-se numa forma cansativa de se assistir. Talvez, esse maçante estilo seja atenuado pela belíssima Natalie Portman que empresta a sua beleza a serenidade à obra - ou a pelo menos a parte dela. Mas, como não é só Portman que faz parte do elenco, câmeras que são vistas na altura dos ombros dos personagens acabam cansando.

Bem, mas por que no começo desta postagem eu disse que um título alternativo para a produção poderia ser Cisne Tarado? Sim... aí está outra terrível característica. Quando Nina, personagem de Portman, ganha o papel de Cisne Rainha, na peça de balé O Lago dos Cisnes, ela precisa encarnar dois papéis diferentes: O Cisne Branco, a qual ela consegue personificar com grande habilidade, e o Cisne Negro, personagem que, segundo Thomas, diretor da peça, ela não tem desenvoltura para fazê-lo. Desta maneira, por que então ele deu o papel para a moça? Bem, independente disto, o pior é que depois que o papel é dado à Nina e os ensaios começam, Thomas resolve dar algumas "dicas" para atriz, numa cena incrivelmente ridícula. O diretor sugere a moça que se masturbe, objetivando encarnar a malícia adequada. O problema não está na masturbação em si, já que é uma coisa natural do ser humano. Mas o grande absurdo é o objetivo no qual Thomas se baseia para fazer a sugestão e o pior: Nina acata ao conselho. E conforme este personagem vai tomando conta de seu modo de ser, Aronofsky resolveu condenar a personagem de Portman a se entregar a obsenidade a todo instante, fazendo parecer que o sexo, ou o desejo sexual é o pior defeito de um ser humano.

A partir daí, no decorrer do enredo, a protagonista vai desenvolvendo uma dupla personalidade e gradativamente a faceta má dela - ou o Cisne Negro - vai se sobrepondo à sua personalidade original, destruindo a relação com sua mãe, comprometendo sua realidade íntima, mas agigantando o seu sucesso nos ensaios da peça. Aí, encontramos a reflexão mais fácil do filme, porém a mais cliché também: Ou se preza a vida profissonal ou a vida pessoal.

Além disso, pra mim pelo menos ainda está indefinido qual é a função da personagem de Mila Kunis no filme. Ela não é nem amiga e nem inimiga de Nina. Na minha interpretação, ela é somente a personificação da metade ruim da protagonista. Se isso for realmente verdade, foi um desperdício enorme, porque acredito que Natalie Portman tem talento necessário para interpretar duas personalidades diferentes num único papel. Francamente, se Jim Carrey conseguiu desempenhar brilhantemente uma função semelhante num filme muito mais despretensioso (Eu, Eu Mesmo e Irene) por que Portman não conseguiria?

E por falar nela, a atriz é a única coisa boa do filme. Ela é a representação da doçura e da ingenuidade, mas consegue assustar nos milésimos de segundo que lança olhares malignos, convencendo-nos de que há mesmo uma maldade oculta ali (Então por que raios fazer de Mila Kunis, uma atriz limitada, a representação disso?!).

Mas, infelizmente, até a boa atuação dela é obstruída pela caricata trilha sonora. Ora, tudo bem, estamos vendo um filme sobre balé (arte da qual, segundo ótima concepção do meu irmão, a música dá o tom), mas ainda assim é um filme. Desta forma, não eram necessárias notas irritantemente altas e escandalosas. Na verdade, Portman tem que se desdobrar para dar o clima que a música impõe a força.

De fato, Cisne Negro é uma obra simplesmente medíocre - que significa mediana, do contrário do que muitos pensam. A menos que o diretor Darren Aronofsky estivesse precisando externar a todo custo algum sentimento represado dentro de si, esta é uma das produções mais inúteis que já foram lançadas. Mais uma vez, Hollywood fabrica um produto que, não consigo entender porque, é reverenciado por muitos. Se qualquer um dos seus concorrentes na categoria de Melhor Filme, for somente um pouquinho mais concreto, Cisne Negro já não tem a menor chance de levar o cobiçado prêmio. E pra mim, nesse aspecto, Toy Story 3 já o superou...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

LIBERTADORES - O Timão está fora! (Parte 2)

No dia 6 de maio de 2010, eu coloquei uma postagem aqui referente à eliminação do Corinthians na Libertadores frente ao Flamengo.

Hoje, dia 3 de fevereiro de 2011, nem um ano depois daquela postagem, eu volto a escrever um texto sobre uma nova eliminação do Timão na atual edição da Copa Libertadores da América.

Bom, o fato é que ter 101 anos sem ter um mísero troféu do torneio já é bem difícil de o torcedor aceitar. Mas, em todo caso, todas as eliminações foram, por mais difíceis que pareçam, aceitáveis. Afinal cair diante de times como Flamengo, River Plate e até mesmo do arquirrival Palmeiras é algo que com o tempo o torcedor assimila. Isto é, até ontém.

Ontém o Corinthians escreveu uma das páginas mais vexatórias de sua história. A equipe não só perdeu pro limitadíssimo Tolima... o Corinthians foi, nos 180 minutos disputados, superado pela equipe colombiana, em todos os sentidos. Tudo isso ainda piora, porque se tratava da pré-Libertadores, fase que antecede a fase de grupos da competição.

E desta vez, diferente do ano passado, não há nenhum atenuante para a dor do torcedor. Em 2010, no dia da queda do Timão na Libertadores, eles ainda conseguiam esboçar algum sorriso diante da vergonhosa eliminação do Palmeiras diante do Atlético-GO na Copa do Brasil. Em 2011, entretanto, além de ter visto o seu velho sonho desmoronar mais uma vez, ainda teve que ver o Palmeiras assumir a liderança do Paulistão 2011.

Não há nada que console o torcedor fiel hoje. Porque além de tudo isso, eles foram obrigados a ver um time morto em campo, sem brio, sem poder de fogo. Ronaldo nada fez pra mudar isso. O técnico Tite menos ainda. Os costumeiros destaques da equipe Dentinho, Jucilei, Chicão e Jorge Henrique parecem nem ter viajado para a Colômbia. Ramirez, recente contratação, entrou para tentar ajudar, mas só piorou tudo: Foi expulso no primeiro lance em que participou. Fábio Santos teve uma estreia para se esquecer. O zagueiro Leandro Castán é ridículo. Alessandro deixou o bom futebol em 2010. Diante de tudo isso, o resultado não poderia ser outro.

E me recuso a rotular esta eliminação de "precoce", porque como eu já disse, o time nada fez pra mudar uma realidade que cresceu a cada minuto de jogo que passava. A eliminação não veio antes da hora, ela foi mais que merecida.

Enfim, restaram apenas duas competições para que o Timão tente se desculpar com a sua torcida. Ainda que eu acredite que isso seja difícil.

O Corinthians decidiu sepultar o seu ano em território colombiano. Desta forma, acabou mais uma vez a Libertadores para eles.